quinta-feira, 31 de julho de 2008

CÉU AZUL


Não fosse pela irregularidade, o Cruzeiro já comemoraria a liderança, há uma semana no Campeonato Brasileiro. Aquele tropeço diante do Goiás, em pleno Mineirão, poderia ter afastado momentaneamente, o time mineiro da disputa pelas primeiras posições. Beneficiado pelos empates de Grêmio, Flamengo e Palmeiras e a derrota do Vitória no final de semana, a raposa rapidamente se recuperou e surpreendeu ao Fluminense no Maracanã, vencendo por 3 a 1. Um episódio onde o time teve mais sorte do que juízo, como diz o jargão popular.
Um dos favoritos a disputar o título, apenas em uma rodada o Cruzeiro deixou de estar entre os quatro primeiros, justamente quando tropeçou. O bom time cruzeirense é um ninho de incertezas. Fábio é um bom goleiro, quando não cochila e entrega o jogo. A defesa é seu ponto fraco. O equatoriano Espinoza é imprevisível, capaz de bons desarmes e de incompreensíveis faltas truculentas. No lado esquerdo, Jadílson é o típico lateral que avança com eficácia e é nulo na marcação. O meio é a essência do grupo. Fabrício, Charles e Ramires, que está na seleção olímpica, ditam o ritmo de jogo, enquanto Wagner, quando não desaparece, faz a diferença. Na frente, Guilherme alterna bons e maus momentos.
A massa cruzeirense é quem não dá trégua ao treinador Adilson Batista. A cada substituição no decorrer de uma partida, o comandante já recebe o tradicional corinho de “burro”. Embora esta noite de quarta de feira, seus torcedores dormiram tranqüilos, com o Cruzeiro no topo da tabela. Mesmo podendo ser alcançado na quinta feira, caso o Grêmio vença o Coritiba, está na hora dos cruzeirenses reconhecerem o trabalho do técnico. Afinal ninguém chega à liderança por acaso. Se em outrora, a equipe não mostrou brilho nem convenceu, ao menos somou pontos suficientes, que permitiram agora ostentar tal posição. O conjunto vem evoluindo gradativamente, basta evitar novo vacilo.
Neste jogo diante do Náutico, o time celeste fez uma exibição positiva, em que Wagner e Guilherme fizeram total diferença na partida. Além do meia Henrique que entrou no lugar de Ramires e teve uma boa performance, inclusive marcando um belo gol. A destacar também, o curinga Marquinhos Paraná. O versátil jogador, cumpre bem sua função taticamente e ainda colocou Guilherme na cara do gol, para marcar o quarto gol. A vitória por 4 a 2, veio em boa hora, pois nenhum dos times da ponta, estão conseguindo emplacar dois triunfos seguidos, e se não fosse o deslize contra o Goiás, o Cruzeiro somaria três conquistas. Mas de qualquer forma, os seis pontos obtidos nas últimas rodadas, foram suficientes, ao menos até o desfecho da partida do Grêmio.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

VOLANTE MODERNO


Partindo de um princípio que, há uma escassez do jogador camisa 10 pelo mundo afora, outra posição no meio de campo vem revolucionando os esquemas táticos. A antiga figura do volante, que apenas marcava e cobria os avanços dos laterais, perdeu espaço de vez, para o volante moderno. Esta denominação, talvez tenha ganhado mais evidência, desde a última Copa do Mundo em 2006 na Alemanha. Quando seleções como Itália e Portugal, mostraram ao mundo, que volante também pode ser útil no ataque. O português Maniche e o italiano Pirlo, foram os precursores a ganhar destaque. De lá pra cá, muitas equipes estão aderindo à norma de escalar dois ou até três marcadores, com capacidade de sair jogando.
Se analisarmos rapidamente, as equipes vencedoras da última temporada na Europa, a maioria dispõe em seu elenco, a posição que é hoje a evolução do futebol. Na Inglaterra, Anderson, Schooles e o coreano Park, cumprem tão bem a função de marcar, quanto avançar, no bicampeão Manchester. A também bicampeã Internazionale, é ainda mais refém de seus volantes. Na ausência de grandes armadores, Viera, Cambiasso e o próprio Maniche, exercem estas funções. O Real Madrid com Gago e Snejder, O Bayern de Munique com Zé Roberto, além de Van Bomel. Os times de ponta, cientes da carência de armadores, acabaram recorrendo aos seus marcadores. Há clubes, onde o treinador monta um meio em linha, ora com três ou até quatro jogadores, em que todos combatem e armam.
No Brasil, os pioneiros da evolução tática, na maioria já colheram resultados. O bicampeão brasileiro São Paulo, possui hoje, talvez o melhor de todos volantes modernos do país. O meia Hernanes, desarma, cria e aparece muito bem na frente, inclusive com poderosos chutes de média e longa distância. O Palmeiras venceu o estadual, escalando Léo Lima e Diego Souza nesta função. O campeão carioca Flamengo, possui Ibson e Kléberson. No Cruzeiro, Ramires é a sensação. Atua em qualquer posição do meio com extrema eficiência e sempre avança com perigo marcando muitos gols. Até o atual líder Grêmio, já se rendeu à posição. Willian Magrão e Rafael Carioca, mantém a forte pegada e apóiam muito bem. Os armadores que só querem jogar do meio pra frente, estão com os dias contados.
O futebol moderno requer novas opções táticas e soluções estratégicas. Cada vez mais, os treinadores optarão por jogadores polivalentes. Em épocas, onde o detalhe decide uma partida, melhor para quem haver algum diferencial, capaz de superar seu oponente em algum aspecto. E possuir um volante moderno no grupo, facilita a forma de montar um esquema tático ou de posicionamento, além de redobrar os cuidados de marcação do adversário. Uma peça versátil dentro de um elenco, sobretudo no meio de campo, dá maiores possibilidades ao treinador para surpreender o rival. A evolução do momento no futebol, atende pela posição de volante moderno. Lembre bem desta posição, você ainda irá ouvir muito falar dela.

terça-feira, 29 de julho de 2008

FAMÍLIA SCOLARI EM SOLO BRITÂNICO


A menos de um mês do início dos Jogos Olímpicos de Pequim, outra manchete oriunda da China ganha destaque na mídia do mundo inteiro. O início da trajetória de Luís Felipe Scolari, frente ao poderoso Chelsea da Inglaterra. Em pré-temporada no continente asiático, o time britânico vem realizando amistosos diante de equipes chinesas. Apesar destes fracos adversários não servirem como parâmetro, lá estava Felipão a beira do campo, inquieto, passando orientações a seus jogadores. O treinador brasileiro, permanece o mesmo da época de Grêmio e Palmeiras. Vestindo o agasalho do clube, impaciente durante toda partida, dá a impressão que seu time está bagunçado em campo, o que não é verdade. Simplesmente é o jeito Scolari perfeccionista de ser.
Após ser ovacionado no comando da Seleção de Portugal, o técnico brasileiro, assume o desafio de novamente treinar uma equipe, após tantos anos dirigindo apenas seleções. O russo Roman Abramovich, magnata dono do clube, costuma não economizar em gastos, para montar fortes elencos. Apesar das transações milionárias, a última temporada terminou com um triplo prejuízo. Foram três vice-campeonatos, sendo dois deles, para o rival Manchester United e outro para o Tottenham.
Porém a chegada de Felipão a Grã-Bretanha, renova as esperanças de sua torcida. Seu vitorioso currículo já é uma garantia que vale a pena apostar. Um elenco repleto de feras indomáveis, que constantemente estampa as manchetes nos tablóides ingleses, com discussões e atritos entre seus jogadores, O mais recente dele, é um episódio entre o atacante Drogba e meia Ballack, que se desentenderam durante uma partida, simplesmente por disputar quem cobraria uma falta. Para estes tipos de cenas, o comandante brasileiro é o remédio ideal para curar a questão do super ego.
Um treinador que privilegia a união do grupo e que certamente, fará o possível para reeditar uma nova versão da família Scolari. Se conseguir implantar seu espírito de conjunto para aplicar sua filosofia de trabalho, podemos esperar um Chelsea ainda mais forte na temporada 2008/2009. Com o consentimento de Abramovich, Felipão aos poucos foi trazendo seus queridinhos atletas como reforços. Os portugueses, meia Deco e o lateral Bosingwa, com quem já trabalhou em Portugal, se unem novamente ao chefão da família. Além das especulações de negociações com os brasileiros Kaká e Robinho. Enfim, aos poucos, Luis Felipe vai transformando os ares tensos do clube em uma harmonia de um grupo unido.
Por ser o primeiro treinador brasileiro a frente de uma equipe inglesa, Felipão depende única e exclusivamente de seu trabalho, para se tornar o mais bem sucedido em sua profissão. Embora, muitos já o credenciam como tal. Seu desempenho na próxima temporada, poderá mudar o conceito dos ingleses em relação aos técnicos do Brasil, abrindo as portas da Premier League. Se livrar da cerrada marcação da imprensa inglesa e aplicar suas rédeas curtas com seus jogadores, são os primeiros objetivos do gaúcho, que posteriormente a isso, vai em busca do tão sonhado título da Champions League, que o consagraria como um dos melhores não apenas aqui no Brasil, mas do planeta.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

PEIXE NADA PARA NÃO AFUNDAR


O Santos de 2008, está pagando caro o preço de um mau planejamento no início do ano. Uma das equipes que possui um dos melhores retrospectos da era dos pontos corridos, sofre pela falta de investimentos. Desde 2003, quando o Campeonato Brasileiro adotou esta fórmula de disputa, o time da Vila Belmiro sempre encerrou a temporada entre os quatro melhores, com exceção de 2005, quando acabou com um modesto décimo lugar. Porém, ao encerrar o ano 2007 no incômodo segundo lugar, Vanderlei Luxemburgo foi o primeiro a abandonar o navio que dava indícios de seu naufrágio.
O orçamento destinado ao futebol, diminuiu consideravelmente em relação aos últimos anos. Sem contratações de impacto, a diretoria resolveu apostar nas categorias de base. Leão retornou para baixada santista, mas a receita do sucesso de 2002, não se repetiu. Também não surgiu nenhum novo Robinho ou Diego para salvar o clube. Passou-se o primeiro semestre e nada de mais aconteceu. Eliminado na primeira fase do campeonato paulista, o Santos até foi longe na Libertadores, quando foi desclassificado pelo América do México nas quartas-de-final. O treinador não resistiu após maus resultados no brasileirão.
A diretoria trouxe o técnico Cuca, para organizar a casa e quem sabe, iniciar um planejamento já para o ano de 2009. Na décima quinta rodada, após perder o clássico para o Palmeiras, o Santos teria o decadente Vasco da Gama pela frente. Dois clubes irreconhecíveis se comparados a sua imensa tradição, se enfrentaram na Vila Belmiro. O Santos de Pelé, diante do Vasco de Roberto Dinamite, realizam uma temporada a ser esquecida.
Em campo, vários personagens participaram deste enredo. A começar pelo atacante Kleber Pereira. O artilheiro santista, balançou por três vezes a rede vascaína, sendo todas elas em cobranças de pênaltis. Molina foi outro a cumprir bem seu papel, marcando os outros dois gols do peixe na partida. Porém, o protagonista do confronto, foi Maikon Leite, que participou de todos os cinco gols da equipe. Foi ele quem sofreu todos os pênaltis do jogo. Em contrapartida, do lado vascaíno, Leandro Amaral e Mádson descontaram o placar, terminado assim em 5 a 2. O goleiro Tiago ficou com o papel de vilão, cometendo um dos pênaltis e sendo expulso ainda no primeiro tempo, piorando de vez a situação dos seus companheiros.
Se a vitória santista, ainda não foi suficiente para a equipe respirar fora da zona de rebaixamento, porém, deixou o time cruz de malta muito próximo dela, com apenas dois pontos acima do peixe. O que poderá se inverter na próxima rodada. O destino da Série B, é uma perigosa ameaça, sobretudo a quem entra despreparado para a disputa do brasileirão. Caso que vem a calhar com estes dois clubes. Com certeza, não foi por falta de aviso, muito menos de exemplos, que Vasco e Santos, se encontram nesta deplorável situação.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Pintando o sete


Após quatorze rodadas, o Campeonato Brasileiro conhece seu mais novo líder. Uma vitória maiúscula diante do Figueirense, colocou o Grêmio no topo da tabela, com um ponto a mais que o segundo colocado, o Flamengo. Como ninguém é líder por acaso, o tricolor gaúcho pintou o sete e atropelou seu adversário para alcançar a liderança. O time catarinense de boa campanha, estava invicto jogando em Florianópolis, somando dezenove pontos na nona posição. O que ninguém avisou ao time de PC Gusmão, é que enfrentaria alguém com tanta fome de bola, que lhe aplicaria a maior goleada da competição até o momento.
Um resultado de 7 a 1 na casa do adversário, é um placar digno de quem quer brigar pelo título. Quem um dia duvidou do Grêmio, hoje pensa duas vezes antes de comentar. Analisando o elenco tricolor, ainda mais após a saída de Roger, é dura a missão de colher algum diferencial ou algum talento fora de série. Léo é o líder na defesa e Paulo Sérgio a boa opção na saída de bola, pelo lado direito. No meio, enquanto Eduardo Costa combate, Willian Magrão e Rafael Carioca auxiliam tanto nos desarmes quanto na criação de jogadas. Na frente, Marcel e o colombiano Perea cumprem bem o seu papel.
Mas o que dizer do contestado treinador Celso Rooth. O homem que por onde passa, leva sua fama de retranqueiro. Chegou a estar ameaçado no cargo após as eliminações no gauchão e na Copa do Brasil. As duas em pleno Estádio Olímpico, diante de sua eufórica torcida, pedindo sua cabeça. Porém alguém que comanda o time líder da competição, que marca sete vezes em uma única partida, merece respeito, sobretudo dos tricolores.
Esta edição do brasileirão, certamente é uma das mais equilibradas da era dos pontos corridos. Não há previsão que se concretize. Na parte de baixo, até se arrisca dizer que o Ipatinga é unânime candidato a voltar a Série B. Entre os demais, tudo pode acontecer. O Grêmio chegou sem muito alarde e tomou a liderança durante o cochilo rubro-negro. Sua árdua missão a partir de agora é manter a dianteira. Flamengo, Vitória, Palmeiras, Cruzeiro, São Paulo e seu arqui-rival Internacional, estão no retrovisor, prestes a ultrapassar. Cabe ao tricolor gaúcho, manter sua forte pegada e esta fome de bola apresentada contra o Figueirense.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Colorado embalado


Depois de perder o técnico Abel Braga e seu maior ídolo recente, o atacante Fernandão, para o mundo árabe, ficou a impressão de que o Internacional seria mero figurante no Campeonato Brasileiro. A campanha fraca durante as primeiras rodadas, não empolgava nem o mais otimista dos torcedores colorados. Até que alguém contestado no Beira-Rio, chegou para juntar os cacos do que sobrara do time campeão gaúcho no primeiro semestre. Por sua imensa identificação com o rival Grêmio, Tite assumiu um grupo sob total desconfiança.
Nove rodadas se passaram. Seu saldo de cinco vitórias, três empates e apenas uma derrota, fala por si só, quebrando qualquer suspeita. Eis que nesta rodada, a competição pôs o embalado bicampeão São Paulo, no caminho do Inter. A equipe gaúcha de implacável marcação, não tomou conhecimento do adversário. Uma sólida defesa, bem protegida por seu seguro meio de campo, que contém o incansável Guiñazu. Na armação das jogadas, Alex mostra seu cartão de visitas, seja com um belo passe ou mesmo uma finalização certeira. Além de Nilmar, que aos poucos vem reencontrando sua melhor performance. Anotou os dois gols da vitória, somando sete gols na vice-artilharia do campeonato,
Com a vitória sobre o tricolor paulista, o Inter chega a vinte e dois pontos e ocupa a sexta posição na classificação, sustentando uma invencibilidade que já dura sete partidas. Sua rápida ascensão após a chegada de Tite, credencia o colorado como um forte candidato a conquista da competição. O cenário e o adversário desta quarta, relembraram a conquista da Libertadores a dois anos atrás. Para onde certamente, o Internacional almeja chegar em 2009. Melhor ainda, se for posterior ao título nacional.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Ronaldinho a milanesa


Após suas últimas apagadas aparições em Barcelona, criaram-se uma nostalgia pessimista em relação ao desempenho de Ronaldinho Gaúcho. Sem motivação nem apoio para continuar no clube onde conquistou tantos títulos com sua equipe além dos prêmios individuais, ficou evidente que este casamento não haveria mais reconciliação. Mas sua apresentação no time do Milan na semana passada, relembrou um velho Ronaldinho, estampado por seu irreverente sorriso no rosto, como não se via há muito tempo.
Por ser um clube extramente tradicionalista, o Milan não cederá privilégios, muito menos regalias ao dentuço, que por sinal, terá de humildemente buscar seu espaço e conquistar o prestígio que o obteve um dia. O veterano Seedorf já declarou que não irá ceder a camisa número 10 a ele, assim como Pirlo já se manifestou como cobrador oficial das faltas. Se a princípio estas condições parecem desapropriadas a Ronaldinho, em contrapartida, é justamente do que ele está precisando. Um novo desafio para sua carreira. Após conquistar tudo em Barcelona, nada mais o motivava a não ser uma negociação para bem longe dali.
Sua chegada a Milão, abre novas possibilidades para o gaúcho de 28 anos. Esta poderá ser, sua última chance de brilhar em uma equipe de ponta da Europa. Ronaldinho terá a missão de ousar e abusar de se talento em um clube que parece mais um time de masters. Cerca de 50 mil torcedores prestigiaram o novo reforço em seu primeiro treino junto à equipe. A expectativa é enorme sobre o brasileiro que certamente poderá acrescentar o toque de qualidade que evidentemente falta ao grupo. Um elenco envelhecido, onde Pato é a promessa e Kaká a estrela. Apesar dos rumores da saída do seu astro para o Chelsea, todos estão ansiosos para acompanhar este trio ofensivo, que poderá posteriormente levar o entrosamento para a seleção brasileira.
Tudo está conspirando a favor dele. Voltou a ser manchete e novamente conta com total apoio de uma torcida fanática, que sabe do potencial e de sua capacidade. Ronaldinho tem nas mãos, melhor dizendo, nos pés, a chance de resgatar seu prestigio e quem sabe, novamente reinar como melhor jogador. Basta conseguir aprimorar sua condição física e se livrar da fama de baladeiro. Se estiver com a cabeça focada no trabalho, provavelmente veremos no decorrer da temporada, nosso craque proporcionando seus fantásticos dribles e gols. Isso é o que Milan e nós brasileiros mais esperamos.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Cavalo paraguaio a vista


Mais difícil do que chegar ao topo é permanecer nele. Esta é a ocasião que está vivendo o líder Flamengo. Bastou às primeiras baixas no elenco, para o grupo perder o fôlego na ponta da tabela. Pela primeira vez na competição o rubro negro perdeu duas partidas consecutivas, uma delas em pleno Maracanã. Aliás, das três derrotas flamenguistas, duas aconteceram no Rio de Janeiro. Embora ainda exista muito tempo para se recuperar, estes seis pontos perdidos poderão ser cruciais para as pretensões do clube ao final do 2º turno.
O grupo forte tão enaltecido, dá indícios de não ser tão imponente como se anunciava. A saída do artilheiro Marcinho, resultou imediatamente na falta de um jogador que caia pelos lados do campo, chegando com qualidade e dificultando a saída de bola adversária. Caio Júnior tentou Diego Tardelli, Obina e Maxi, mas nenhum destes apresenta características similares ao de seu antecessor. Talvez Renato Augusto, que também já partiu, seria quem mais se encaixasse nesta função. Como Marcinho nunca foi unanimidade no Flamengo, muito menos após o envolvimento com prostitutas em Minas Gerais, a torcida rubro-negra a princípio, deu de ombros para sua saída.
Além da dificuldade em suprir a posição ocupada por Marcinho, Caio Júnior deve rezar a todas as noites para nada acontecer com seus laterais Juan e Leonardo Moura. Além de não contar com peças de reposição de qualidade neste setor, rumores de negociações atormentam a vida do treinador. Se a princípio o Flamengo caminhava com certa tranqüilidade, agora sente o peso da liderança nas costas. A campanha sólida construída até então, balançou pela primeira vez e poderá desmoronar, caso a equipe demore a trazer novas opções para o elenco, principalmente no ataque e nas laterais. Atribuir estes dois tropeços à camisa utilizada, estilo anos 70, é fechar os olhos para a realidade e não querer admitir que o grupo do Flamengo sentiu a falta do seu artilheiro Marcinho.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Bem dito seja o Bahia


Se existe uma certeza no futebol brasileiro em 2008, certamente é o regresso do Corinthians a primeira divisão. Ninguém duvida na classificação sem maiores problemas do time de Mano Menezes. Embora neste final de semana, um clássico de gigantes adormecidos tenha marcado a 12ª rodada do Brasileirão da Série B. Corinthians e Bahia atuaram no Pacaembu, dispostos a se aproximarem da elite do futebol brasileiro. Juntos os dois clubes concentram cinco títulos nacionais e outros tantos capítulos memoráveis em suas históricas trajetórias.
Hoje apesar de ambos disputarem a segunda divisão, vivem realidades totalmente opostas. No Parque São Jorge, existe uma comovente mobilização entre time, dirigentes e torcida para recolocar o Corinthians no seu devido lugar. Já no tricolor baiano, órfão de sua casa desde a tragédia na Fonte Nova, em novembro do ano passado, tenta aos poucos resgatar a boa imagem da equipe, tão manchada nos últimos anos. Desde o rebaixamento na primeira divisão em 2003, o clube caiu em queda livre até parar na terceirona em 2006, para somente em 2007 conseguir o acesso à série B deste ano..
No momento, a situação do time paulista é bem mais confortável em relação ao rival. Invicto até então, disparado na ponta da tabela, o Corinthians vinha de um retrospecto de cinco vitórias em cinco jogos atuando em sua casa. Enquanto o Bahia, com uma campanha irregular, rodeava de perto a zona de rebaixamento. Mas os baianos desembarcaram em São Paulo, convictos de que tinham condição de fazer frente ao líder da competição. O que se confirmou após os 90 minutos de partida. Com um gol de falta de Elias, o tricolor voltou a Salvador mantendo o tabu de sete anos sem perder do Corinthians.
O confronto entre as duas maiores tradições desta divisão, salvou a competição de entrar no marasmo. Se uma vitória corintiana designaria um abismo para os demais clubes, sua derrota porém, dá uma nova cara a disputa. Juventude, Barueri, Avaí, Ponte Preta e o próprio Bahia, renovam suas esperanças e começam a enxergar com outros olhos o então bicho-papão Corinthians. Agora sua vantagem é de apenas três pontos para o segundo e quatro pontos para o terceiro e o quarto colocado.
Claro que este tropeço não impedirá o Corinthians de disputar a primeira divisão em 2009, mas esta derrota serviu para descalçar as altas solas do sapato corintiano, que respirava certo ar de superioridade. Com atuações discretas nas últimas rodadas e alguns modestos empates, ficou perceptível a falta de seriedade com a competição. Mais alguns deslizes como este diante do tricolor baiano e corintianos conhecerão na pele o porquê a Série B é chamada de inferno. O Bahia que o diga, pois conhece arduamente o quanto este inferno pode ser profundo.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Comendo pelas beiradas


Quando fomos surpreendidos a algumas rodadas atrás, com um humilde empate entre o atual bicampeão São Paulo, diante do modesto Ipatinga, em pleno Morumbi, certamente imaginamos que o tricolor já não era mais o mesmo. Mas o que dizer deste time, após vencer os duelos contra Palmeiras e Vitória, ambos em posições acima do São Paulo. Até parece que o empate com o lanterna e posteriormente uma derrota frente ao Náutico, foram propositalmente calculada, para passar uma imagem fictícia do enfraquecimento do time do Morumbi.
Basta uma rápida análise sobre os resultados do tricolor e veremos que o clube, se não continua o mesmo dos anos anteriores, porém, sabe a fórmula mágica de como administrar uma boa campanha. A grande diferença do grupo de Muricy, se mede em duelos decisivos. O São Paulo dificilmente perde pontos para concorrentes diretos. Por exemplo, venceu Palmeiras, Vitória e Flamengo, aliás, diante dos dois rubros negros jogou fora de casa, além de um empate contra o Cruzeiro no Mineirão. O time cresce conforme a dimensão e importância do confronto.
O elenco é até mais modesto que dos campeonatos anteriores, mas o comandante permanece intacto e tem plena consciência de quando pode falhar e de quando precisa agir. Seu estilo de jogo pragmático é até cansativo de ver em determinadas ocasiões, mas é o típico futebol de resultado. Uma defesa sólida e bem protegida, que depende muito da bola parada ou de alguma jogada rápida de Borges, Dagoberto ou mesmo do talentoso Hernanes. Até o meia Hugo que freqüentou a lista de dispensas no início do ano, vem convencendo, assim como Éder Luís que demorou a desencantar, mas que agora, aparece como uma boa opção ofensiva.
É cedo demais, para afirmar se novamente o São Paulo aos poucos subirá degrau a degrau, até tomar a liderança e partir rumo ao tricampeonato. Mas que o clube deixa sinais de vir comendo pelas beiradas, matando seus principais rivais, isto é inegável. Flamengo, Cruzeiro, Palmeiras e Grêmio sequer podem pensar em cochilar, pois logo atrás vem o trem são-paulino, que conhece como ninguém os trilhos que levam a conquista da competição.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Palmeiras vence e convence


Como um carro a álcool, o time do Palmeiras demorou um pouco a engrenar diante do Fluminense na noite fria de São Paulo. A partida no Parque Antártica pôs em frente dois grandes elencos do campeonato, que vivem situações opostas na competição. O tricolor carioca mesmo na zona de rebaixamento, vinha de duas vitórias consecutivas, enquanto o alviverde mesmo na parte de cima da tabela, estava há três jogos sem vencer.
Um jogo que contava com o talento de Valdívia, Diego Souza e Thiago Neves, viu o volante Sandro Silva e o lateral Leandro roubarem à cena e comandarem a blitz palmeirense. Com um volume de jogo muito superior ao do Fluminense, os comandados de Luxemburgo se sobressaíram na partida de tal maneira, que o ofensivo grupo carioca criou míseras oportunidades de gol, especialmente no segundo tempo, quando o Palmeiras assumiu totalmente o domínio de jogo, inclusive perdendo oportunidades claras de gol.
O marcador Sandro com desarmes precisos e puxando rápido contra ataques, certamente ganhou a confiança da torcida, enquanto o lateral Leandro desempenhou brilhantemente sua função. Eficiente na marcação e providencial no apoio, foi decisivo no confronto servindo seus companheiros em dois dos três gols marcados. Renato Gaúcho assistiu sua equipe sucumbir com o oportunismo de Kleber, marcando duas vezes, ambas em jogadas aéreas.
O Palmeiras a partir da vitória chegou a 21 pontos e assegurou a quarta colocação. Resta o clube manter a regularidade, coisa que não vem acontecendo, especialmente seu astro Valdívia, que alterna bons e maus momentos e facilmente desaparece quando recebe uma marcação mais intensa. Se desta vez, Vanderlei Luxemburgo e companhia não conseguirem emplacar uma boa seqüência de vitórias, poderá ficar a ver navios no campeonato.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Futebol carente


Há duas grandes contradições dentro do futebol brasileiro. A primeira é o pragmático jogo de resultado, que embora não despertam elogios nem aplausos, é um sistema de jogar precavido, sendo a virtude principal a de se defender para depois atacar. A outra versão presente, presa pelo jogo bonito, a ofensividade, seja ela por meio de variações táticas ou através de talentos capazes de proporcionarem jogadas e situações de gol.
Estes distintos sistemas de jogo sempre fazem referência a Copa do Mundo de 1982, cujo Brasil contava com um acervo de craques, aptos a decidirem à partida em um lance, mas que ficou conhecida pelo fracasso diante da seleção italiana do nosso algoz Paulo Rossi. Em contrapartida, a equipe brasileira de 1994 que se classificou ao mundial apenas na última rodada das eliminatórias, aplicando seu pobre futebol, aos trancos e barrancos chegou à épica conquista do tetracampeonato.
Nos dias atuais, os técnicos brasileiros estão muito mais suscetíveis ao segundo modelo, que é o futebol de resultado. Grande exemplo é o bicampeão nacional, o São Paulo, que de sua forma cautelosa de jogar, vence no cansaço seus adversários. Com uma defesa composta por três muralhas, protegidas por dois volantes e mais a cobertura de seus alas, se limita a criar jogada de bola alçada na área. É uma forma carente de praticar o futebol, mas que quase sempre resulta em títulos.
Geralmente os técnicos divergentes deste sistema, são tachados de malucos, que não se preocupam com a defesa, apenas em atacar e acabam não tendo vida longa pelos clubes. Este modelo foi a fiel cópia do que foram os campeonatos europeus da década passada. Pois atualmente o sistema já é outro. Raras as equipes que escalam três zagueiros, a ordem da vez, é formar um meio de campo em linha, com gente capaz de marcar tão bem quanto atacar. Aquela figura do volante que apenas cobre os avanços dos laterais já perdeu espaço faz tempo. A Europa com seu poder de compra sobre sul-americanos e africanos, busca atletas que se encaixem neste novo padrão.
Imagine a seleção brasileira de 1970 ou de 1958, tendo no ataque gente do cacife de Pelé, Garrincha, Jairzinho entre outros, esperando serem municiados por Gilberto Silva, Mineiro e Josué. Com certeza hoje, não estaríamos com cinco estrelas no peito. A nossa forma de jogo intrínseca na alma dos brasileiros, está perdendo a vez para uma maneira ultrapassada que nem os europeus exercem mais. Aqui no Brasil há uma obsessão em copiar tudo que existe lá. O detalhe é que quando imitamos algo por aqui, lá o modelo já é pré-histórico.
O Campeonato Brasileiro é um dos mais disputados do planeta, com diversas equipes em condições de levantar a taça, sim, isto é inegável. O que é desanimador é o nível técnico exibido. Nossos talentos precocemente deixam os clubes, vislumbrados por atuar fora, mesmo que isso signifique atuar em longínquas terras, como Ucrânia e o próprio mundo árabe. O retrospecto dos últimos destaques de cada campeonato, é assustador. É cada vez mais normal, um latino do Chile, Argentina, Paraguai, Uruguai e até Colômbia, reinarem em solo brasileiro. Valdívia, Tévez, Maldonado e Lugano são recentes exemplos. Sem discutir a qualidade dos boleiros vizinhos, mas é um absurdo jogadores refugos da América ditarem as regras por aqui.
A alta demanda de exportação nos obriga a recorrer à importação latina americana. Todos estes fatores contribuem para o enfraquecimento do nosso futebol. A seleção nacional deixou á tempos de ser a soberana de qual todos haviam medo. Até Venezuela, Equador e Bolívia nos enfrentam de igual pra igual em seus domínios. O pior de tudo, é que na concepção de CBF e comissão técnica, estamos certo em respeitar e ser cautelosos quando confrontamos uma destas seleções. Isso nunca existiu. O Brasil sempre jogou avançado seja quem fosse o rival. O que não queria dizer que sempre vencia, mas ao menos, aplicava seu futebol de origem. Atacava primeiro e depois se preocupava em defender, se impondo como o país pentacampeão que é.
Agora quando assistimos derrotas para Venezuela e Paraguai, parece que jogamos nossa história no lixo. Nossas conquistas e glórias não bastaram para servir de modelo. O futebol brasileiro não cativa mais ninguém. Torcedores de clube não trocam mais a partida do seu time pela seleção, tão pouco os jogadores consagrados, que a uma convocação precisam deixar seu trono para servir aos interesses econômicos e políticos da CBF e da Nike, com seus amistosos caça-níqueis.
Enquanto um time pragmático como o São Paulo continuar se consagrando no futebol brasileiro, a seleção será sua imagem semelhança. Ainda que, o clube paulista, mesmo que de forma feia, mantém seu torcedor como aliado. Já nossa seleção, cada vez mais ganha a discórdia e desconfiança do povo brasileiro. Quando abrimos mão de Kaká e Ronaldinho Gaúcho, parece que descobrimos a galinha dos ovos de ouro, o que não é verdade. Transferir a responsabilidade para o esforçado porém limitado Diego, ou apontar o “peladeiro” Robinho, que é apenas uma opção no banco de reservas do Real Madrid, como estrela da constelação, é porque estamos sem rumo.
Ao invés de imitar sistema tático ou forma de jogo da Europa, por que não copiamos a organização fora dos gramados, dentro da gestão das federações e dos próprios clubes. Isto sim deveria se espelhar no que eles têm de melhor. Não a maneira de atuar nos gramados, que nunca serviu de parâmetro, ainda mais para nós. Se eles fossem tão exemplares, não viriam aqui levar nossos talentos ainda moleques para seu continente. O exemplo a seguir deveria se restringir a extra campo, pois dentro dele, nunca precisamos de auxílio e com certeza não será agora que isso irá acrescentar ou agregar algo ao nosso futebol.

terça-feira, 15 de julho de 2008

O craque da semana


O que se espera de um craque, pedaladas, dribles desconcertantes e jogadas maravilhosas, ou simplesmente gols. Eis que no Figueirense de modestas pretensões no campeonato, há um atleta senão brilhante, porém providencial. Cleiton Xavier é o típico jogador curinga, que todo treinador almeja ter em seu grupo. Atua como volante, marcando tão bem, quanto ataca como meia armador. Um meio campo discreto no ponto de vista técnico, cuja passa despercebido por olheiros dos clubes grandes, mas que é indiscutivelmente o cérebro da equipe catarinense.


Craque de domingo a domingo. A começar pela partida contra o Vasco no domingo passado, quando Cleiton após perder um pênalti ainda no primeiro tempo, se redimiu e assinalou os dois gols que marcaram a virada e consequentemente a vitória do Figueirense. No segundo capítulo, o meia catarinense abriu o marcador contra o Palmeiras em pleno Parque Antártica na quinta-feira, garantindo o empate para sua equipe. O desfecho desta história não poderia ser outro, senão um final feliz a Cleiton Xavier. Diante do Ipatinga, atuando em Minas Gerais neste domingo, o curinga alvinegro confirmou a boa fase decretando de falta, o gol da vitória.


Em oito dias, Cleiton conduziu seu clube da zona de risco do rebaixamento, para a oitava colocação no campeonato. A ascensão do Figueirense é reflexo da boa fase de seu capitão. Não adianta ser craque apenas no currículo ou na folha de pagamento. Craque resolve e decide uma partida com gols, assistências ou mesmo atuações dignas. Desta forma, o meia até então desconhecido, ganha notoriedade nacional, pois em Florianópolis, já faz muito tempo, que Cleiton Xavier tem seu valor reconhecido.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Líder absoluto


Dois momentos opostos marcam o Flamengo no ano de 2008. O time bicampeão carioca diante do rival Botafogo e a decepção em pleno Maracanã contra o América do México do gordinho Cabanãs na Libertadores. O clube conheceu do céu ao inferno em apenas três dias. Ressaca curada, equipe e torcida se mobilizaram com um único intuito, a conquista do brasileirão. O grupo que no ano passado acordou tarde para a disputa e mesmo assim ainda chegou na terceira posição, resolveu não pegar no sono e abrir frente no topo da tabela.


Onze rodadas se passaram e mesmo restando vinte e sete confrontos pela frente, a nação rubra negra, nunca desde 1992, esteve com tantas chances de levantar a Taça. O Flamengo que por muitos anos penou na competição, se habituando a ficar do meio para baixo na tabela, incorporou um espírito de vitória, não visto há anos na Gávea. Sua torcida prestigia aos jogos dentro e fora do Maracanã. Até os resultados fora do Rio de Janeiro que não tinham bom retrospecto, começaram a progredir em 2008. São duas vitórias e dois empates longe de sua casa, sem nenhuma derrota.


Um bom elenco com reservas a altura, um treinador compacto, além de ambicioso e um fator preponderante na campanha. A dedicação e determinação do conjunto. Um campeonato de pontos corridos privilegia a regularidade. Este grupo flamenguista até então, está acima da média. Cada partida é disputada como uma decisão e a equipe segue somando pontos na liderança. Com a vitória no clássico diante do Vasco, o Flamengo abre cinco pontos do segundo colocado, o Cruzeiro.


Esta arrancada gera esperança e confiança a torcida rubra negra. Cansada de ser mero figurante há anos no campeonato nacional, o Flamengo se coloca como sério candidato ao título. Claro que ainda é cedo para fazer qualquer tipo de previsão, mas se o time mantiver a atitude de se impor dentro do Maracanã e arriscar um pouco fora dele, o desfecho desta história poderá ser proveitoso. Sua torcida que o diga, pois desde o fiasco contra os mexicanos, carrega consigo uma faixa escrita que o Brasileiro é obrigação. O conjunto demonstra estar mobilizado e comprometido em atender o pedido. Um líder absoluto e incontestável disposto a apagar mágoas passadas para após dezesseis anos, comemorarem um título inédito no futebol brasileiro, o de hexacampeão.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Em busca do ouro



A menos de um mês do início dos Jogos Olímpicos de Pequim, foi anunciada esta semana a lista dos 18 jogadores incumbidos de trazer o ouro da China, ou seja, o único título que resta para a Seleção Brasileira de futebol. Entre prós e contras, até que a lista é consideravelmente boa, capaz de chegar ao topo do pódio. Resta saber, se todos os contratempos e falta de organização não refletirão no resultado dentro de campo.

Prós; temos um grupo repleto de qualidade individual. Em setores como o meio por exemplo, este grupo certamente é mais ágil e rápido do que nosso time das eliminatórias. Lucas, Hernanes, Ânderson, Diego e Thiago Neves, são as estrelas ou promessas de seus clubes. Apesar de na Olimpíada o holofote estará voltado para Ronaldinho Gaúcho. Se ele será importante e terá condições físicas de jogo, ainda não sabemos, apesar de ele próprio garantir que sim.
Convocado por determinação da CBF, o jogador segue em atrito com o Barcelona, que exige sua apresentação no dia 14 deste mês, para a pré-temporada. Se conseguir a liberação e for para Pequim, Ronaldinho terá a responsabilidade de comandar o grupo de garotos. Nossa esperança será apostar nos talentos e torcer para que os adversários tremam na base diante do então craque dentuço.


Contras; um fato que pode pesar e muito é a falta de entrosamento do grupo. A comissão técnica apostará na preparação da equipe em plena primeira fase dos jogos. Com adversários como Bélgica, Nova Zelândia e China, nada fazem pensar em uma eliminação precoce. A falta de experiência, de recursos estratégicos e táticos do contestado técnico Dunga, não expiram confiança a ninguém, nem a CBF, que se impôs e exigiu a convocação de Ronaldinho. Esta convocação poderá ser o bode expiratório em caso de um vexame.
O descaso da CBF e da própria comissão técnica deixa claro que até agora, a Olimpíada não é prioridade. Se fosse, haveria uma preocupação maior em relação à fase de preparação e até amistosos com este grupo, que apenas atuou em uma pelada contra jogadores reservas e dos clubes pequenos do Rio de Janeiro. O foco da cúpula do poder está tomado pela realização da Copa do Mundo de 2014 em nosso território.


Estes dias que antecederão a estréia contra a Bélgica no dia 7 de agosto, renderão muitas especulações, que possivelmente intervirão nos planos da seleção. Os clubes europeus não estão querendo abrir mão de seus jogadores, o próprio impasse de Ronaldinho com o Barcelona e especialmente sua condição física. Para um jogador que está a mais de quatro meses sem disputar uma partida oficial, é uma situação arriscada. Sem contar que estamos sujeitos aos azarões que os Jogos Olímpicos sempre proporcionam a cada edição, ainda mais se tratando dos países africanos e que Camarões poderá ser nosso adversário já na segunda fase.
Alguém que realmente almeja uma medalha de ouro, se prepara adequadamente e focaliza um objetivo. Em nosso caso, não temos treinamento, muito menos objetivo. O pretexto de ganhar o ouro olímpico parece mais uma satisfação à nação do que uma obsessão. O recente caso de Kaká esclarece qualquer dúvida. Em nenhum momento a Confederação brasileira tentou convencer ao Milan em ceder o jogador. Apenas colocou a responsabilidade sobre o atleta, alegando falta de interesse dele.
Se o grupo brasileiro for capaz de superar a todos estes empecilhos fora dos gramados e dentro dele se impor diante de Itália, Holanda, Argentina e algum eventual azarão, é por que finalmente chegou nossa hora de erguer a medalha dourada. Caso contrário, fica claro que, mesmo após os fracassos em Sidnei em 2000 e Atlanta em 1996, ainda não aprendemos a lição de como devemos tratar uma seleção olímpica.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Força Verdão!


Apesar da boa estréia no final de semana diante do Brasil de Pelotas, o Metropolitano perde a chance em casa de assumir a liderança de seu grupo. Com o absoluto apoio do público, que lotou o Monumental do Sesi, o Verdão saiu perdendo para o J. Malucelli do Paraná, conseguindo apenas o empate. O resultado deixou o time blumenauense com dois pontos, enquanto o Caxias, seu adversário do próximo domingo, soma quatro pontos na liderança da chave.


Todo esforço da diretoria do Metropolitano em manter a equipe deve ser considerado. Apesar do valor cobrado no ingresso de 40 reais para arquibancada e 20 na geral, ser uma quantia pesada para a população, a muitas despesas a se saldar. Somente o aluguel do Estádio para uma partida noturna, é de 7 mil reais aos cofres do clube. No caso de o jogo for durante o dia, o valor passa a 5 mil. Mesmo assim, totalizando as três partidas da primeira fase, duas à noite e uma de dia, já somam 19 mil reais de custo. Sem contar os gastos com deslocamento, sendo que se trata de viagens para o Rio Grande do Sul e ao Paraná, adicionando os gastos que tudo isso agrega.


Há anos a população de Blumenau cobra por uma equipe para representar a cidade. Com um trabalho sério esta gestão parece vestir a camisa com dignidade. A torcida se mostrou aliada neste primeiro confronto. Claro que não deve ter saído satisfeita com o empate, mas há de se considerar que é o início de uma nova era. Uma nova era, que poderá render bons frutos. A torcida precisa permanecer fiel, sem abandonar diante da primeira dificuldade. Senão, jamais conseguiremos resgatar o futebol do município. A hora é de persistência e união para juntos erguermos o Clube Atlético Metropolitano.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O Enigma Dodô


O artilheiro dos gols bonitos, como é conhecido Dodô passa novamente por uma fase de contestação em sua carreira. Por sinal, isso não é novidade para o atacante de 34 anos. Seu surgimento causou expectativas no São Paulo em 1995. Com belos gols e atuações dignas de uma promessa que se consagra, Dodô chegou até a seleção brasileira. Apesar de não ter durado muito, ele continuou a marcar seus gols no tricolor paulista até 1998, quando se envolveu em discussões com a torcida, inclusive chegando a comemorar um gol fazendo gestos de banana para seus desafetos, encerrando seu ciclo no Morumbi.
Ganhou uma nova oportunidade agora no Santos. No primeiro ano até contribuiu um pouco, mas no ano seguinte acabou no banco de reservas. Em 2001 pegou a ponte aérea e foi parar no Botafogo. Sua chegada no segundo semestre foi razoável, mas no início de 2002, eis que o atacante deslanchou a marcar na Taça Rio - São Paulo e no estadual voltando a ser prestigiado. Resolveu voltar a São Paulo, para vestir a camisa do Palmeiras. Tornou a fracassar e fez parte do elenco que foi rebaixado no Brasileirão.
Atravessou o oceano e partiu em busca de novos horizontes na Coréia do Sul e posteriormente no Japão. No segundo semestre de 2005 regressou ao Brasil, apenas para compor o bom elenco do Goiás que ficou em terceiro no campeonato nacional, amargou a reserva. Próximo ano, o alvinegro carioca em busca de um matador, decidiu dar novamente uma chance para quem havia se adaptado tão bem ao clube na passagem anterior. Dodô foi protagonista da conquista do Campeonato Carioca e reviveu seus dias de glória, quando no segundo semestre o então artilheiro da equipe no Brasileirão, novamente deu as costas ao time que o reergueu, para se aventurar no mundo árabe.
Em 2007 decidido a voltar ao Brasil, acreditem, o Botafogo novamente abriu as portas ao artilheiro lhe cedendo todos os privilégios de um ídolo. Ele chegou com um discurso de que ali era a casa dele e que planejava encerrar a carreira em General Severiano. Todos estavam felizes. Jogador, dirigente e torcedores. Dodô formou um dos melhores ataques do futebol brasileiro ao lado de Jorge Henrique e Zé Roberto. Porém o time do técnico Cuca, apresentou o futebol que mais empolgou durante boa parte do ano, só que o vice-campeonato carioca e o tropeço na Copa do Brasil, abalaram as estruturas do conjunto.
Trauma superado, o Botafogo disparou na liderança do Campeonato Brasileiro e pintava como favorito. Até nosso ilustre Dodô, ser acusado de doping por uso de um medicamento emagrecedor. O artilheiro pegou uma suspensão de 120 dias e assistiu seu time desmoronar em sua ausência. O clube e o advogado do jogador recorreram da decisão e conseguiram a eliminação da pena. Alívio a todos, mas o clima já não era mais o mesmo. A equipe estava em um declíneo que nem o artilheiro conseguiu salvar de um novo fracasso.
A última esperança da temporada para o Botafogo e Dodô estava na Copa Sul Americana. Tudo andava bem, vitória na primeira partida no Rio de Janeiro diante do River Plate. Na Argentina, o clube carioca vencia boa parte do jogo até os acréscimos quando tomou a virada que culminou em mais uma eliminação. Vexame, a torcida não poupou ninguém e chamou o grupo de “time de bonecas”. O fio de meada foi quando o dirigente Carlos Augusto Montenegro veio a público dizer que era um time de covardes que ao término do ano iria mandar todo mundo embora. Dodô não aceitou e se manifestou contra o cartola. Decidiu abandonar o barco pela terceira vez.
Eis que o rival Fluminense apareceu como uma nova oportunidade para Dodô mostrar seu talento. O tricolor apostou alto em contratações e o artilheiro dos gols bonitos não estava sozinho na condição de estrela. Leandro Amaral, Washington, Conca e o craque da casa Thiago Neves dividiam os holofotes. Leandro logo retornou ao Vasco e Dodô viu sua chance de se firmar como titular. Apesar de ter assinalado outras obras de arte na Libertadores, o atacante viu da reserva a segunda fase em diante, mesmo tendo entrado e resolvido em algumas ocasiões, demonstrou não estar satisfeito no banco.
A derrota na final do torneio continental foi o abismo para o Fluminense e seu treinador Renato Gaúcho que já se intitulavam campeões. A torcida ficou na bronca com Dodô, por ele ser um artilheiro frio, que não comemora gols, nem demonstra estar incorporado com o clima de decisão. A verdade é que ele nunca foi reverenciado por atitudes extra campo. O artilheiro jamais comprou briga nos bastidores nem nunca deu alfinetada em adversários em semana de clássico. Quem dera comemorações extravagantes. Sua especialidade sempre foi o gol e com estilo.
Dodô é como um prisma, depende do ponto de vista que você olhar, ele vai brilhar ou ofuscar. Um jogador da classe dele, deveria ter conquistado mais glórias durante sua carreira. A categoria com que marca seus gols nunca se repetiu em suas decisões fora dos gramados. Precipitações e falta de consideração custará caro ao artilheiro, que após encerrar seu ciclo no campo, não será reconhecido como ídolo de nenhuma torcida. Posto este, que poderia muito bem ter ocupado no Botafogo. Um ídolo passa por cima de atritos e ofensas de dirigentes mostrando seu valor no campo. Afinal a torcida botafoguense sempre esteve ao seu lado. Dodô será lembrado como um eterno craque, nunca como um ídolo.

terça-feira, 8 de julho de 2008

De Cuca quente




Cenário comum no futebol brasileiro. A equipe vai mal, caindo pelas tabelas e a torcida pedindo a cabeça de jogadores e inclusive do treinador. Eis que após uma nova derrota, vem o cartola na coletiva publicar o desligamento do técnico da equipe, atendendo a pressão de sua torcida. Porém, alguém que ostenta a fama de azarado e pé-frio certamente seria a última opção dos dirigentes para comandar sua equipe, certo? Errado. Pelo menos no caso de Cuca.
Nunca ninguém após acumular tantos fracassos agregou tanto prestígio perante uma torcida. A frente do Botafogo, Cuca somou dois vice-campeonatos, ambos para o rival Flamengo e duas eliminações traumáticas na semifinal da Copa do Brasil, para Figueirense e Corinthians. Sem esquecer do vexame da Copa Sul Americana do ano passado, quando seu time tomou a virada já nos acréscimos e acabou eliminado. Esta desclassificação, inclusive rendeu um afastamento de nove dias do treinador, que resolveu sair, mas não suportou e acabou regressando.
Na última partida dele no comando do alvinegro carioca, por sinal a semifinal contra o Corinthians, a expectativa de quebrar este estigma era grande, porém Zé Carlos ao cobrar o pênalti nas mãos do goleiro Felipe, deu vida ao fantasma. A torcida inconformada pediu a cabeça de Zé Carlos, nunca à de Cuca. Inclusive até hoje, seis jogos após a era Cuca, independente de vitória, a torcida não se cansa de pedir, “volta Cuca”. A empatia criada entre técnico e torcida é algo admirável, que vai além dos resultados.
Cuca saiu por vontade própria. Disse que precisava de novos ares. Chegou ao alvinegro paulista, o Santos, clube onde ele jogou, como salvador da pátria. Desde que assumiu o grupo santista, o comandante ainda não sabe o que é vencer. Quanto tempo sua torcida aguardará por vitórias? Lembrando que daqui há duas rodadas, exatamente no próximo domingo, o destino coloca a frente justamente os dois alvinegros da vida recente de Cuca. Jogo que poderá causar um coro simultâneo inédito. Em caso de um tropeço santista, sua torcida poderá soltar o corinho de “burro”, enquanto ao mesmo tempo, os botafoguenses pedirão, “volta Cuca”.
Este prestígio alcançado sobre o Botafogo, Cuca certamente tentará levar para seus futuros trabalhos, o que resta saber, é se a torcida do Santos terá paciência com ele. Como a fase santista não anda boa, com o clube na zona de rebaixamento, onde a equipe nunca acostumou a freqüentar, o treinador corre o sério risco de pagar o pato. Apesar de ele ser uma figura carismática e extremamente competente, o futebol brasileiro vive de resultados. Qualquer aproximação da Série B poderá sacrificar o trabalho de Cuca e dispensar seu planejamento.
O certo é que, independentemente do que acontecer, sempre que Cuca olhar para o Rio de Janeiro, além de ver a imagem do Cristo Redentor de braços abertos, também de braços abertos estará a torcida botafoguense, que reconhece seu valor. Oriundo da gestão de Bebeto de Freitas, Cuca foi o maior responsável por tirar o clube do anonimato e recolocar de onde nunca deveria ter saído. Por este resgate sua torcida será eternamente grata a ele.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Adeus ditadura


Na última semana o Vasco da Gama apresentou seu maior reforço para as três próximas temporadas. Não se trata de Ronaldinho Gaúcho nem de Kaká. Um reforço de peso que chegou para por fim a era da ditadura na gestão do clube, que já permanecia mais de vinte anos. O nome de Roberto Dinamite em décadas passadas causaria pavor a qualquer defesa adversária. Embora desta vez, o eterno ídolo cruz-maltino, agora Presidente, chega com a árdua missão de limpar a cara da equipe, tão manchada nos últimos tempos.
A ultrapassada gestão de Eurico Miranda que afundou o clube, é repleta de recentes fracassos, ano pós ano. Desde 2003 sem conquistar sequer um título estadual e um jejum ainda maior de conquistas nacionais e internacionais. As últimas glórias cruz-maltinas foram o Brasileirão de 2000, anexo ao triunfo da Copa Sul-Americana.
Desde então, tudo parou em São Januário. Sequer uma disputa acirrada ou mesmo um vice-campeonato, como é o estigma do time, por tantas vezes se consagrado como segundo colocado. Nada mais. De aumento, apenas o acúmulo de dívidas e o desgosto por todos em relação ao clube. A imagem do Vasco passou a ser reflexo do seu abominável ex-comandante. Parte da imprensa há tempos foi impossibilitada de entrar na colina para realizar o trabalho corriqueiro de cobertura jornalística.
Um time que não impõe respeito a ninguém e tornou-se a quarta força do futebol do Rio de Janeiro. Os próprios rivais da equipe carioca sentem a falta de um adversário a altura. Muitos profissionais pensam duas vezes antes de aceitar trabalhar na equipe devido à imagem negativa que o time ostenta. Eurico Miranda nunca respeitou a nada nem a ninguém, pior de tudo, sempre foi intocável. Foi, agora perdeu a vez para seu declarado desafeto Roberto Dinamite.
Com mais de 180 gols assinalados com a camisa cruz-maltina, o maior artilheiro do time da história do Campeonato Brasileiro, espera conseguir marcar tantos gols assim do lado de fora dos gramados. Desta vez, saldando as dívidas, limpando a toda sujeira e reerguendo a época de conquistas de seu amado clube.
A vitória é do futebol brasileiro. Livrar-se de figuras obsoletas que não acrescentam nada para a evolução do esporte, é uma vitória maiúscula para a nação boleira. Estes dirigentes arcaicos que se intitulam indispensáveis aos clubes, deveriam serem substituídos por gente da dimensão de Roberto Dinamite. Craque incontestável que, sempre honrou as cores do Vasco.
O Vasco da Gama foi à primeira equipe a aceitar negros em sua equipe na década de vinte. Agora é o primeiro clube da elite, a eleger seu ídolo máximo ao posto soberano de Presidente. Que esta nova gestão prove a nação brasileira que ainda existe solução contra a corrupção.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Ego nas alturas


O que era pare ser o maior título da história do Fluminense passou a ser a maior decepção. Tudo porque o clube não leu o regulamento da competição, em que dizia, que a final seria disputada em dois jogos. Resultado. Subestimaram a importância da primeira partida na altitude de Quito, para se pronunciar o campeão durante toda semana que antecedeu a decisão.
A torcida fez sua parte. Lotou o Maracanã e apoio do primeiro ao último minuto. Aliás, gerou a maior renda da história do futebol brasileiro, superando a 3 milhões de reais. Receita esta que, fugiu totalmente os padrões brasileiros. Afinal, o ingresso mais barato para assistir a partida custava 80 reais. Embora boa parte destes ingressos estava na mão de cambistas que elevaram ainda mais o valor. Sem contar a quantidade de ingressos falsos vendidos na própria bilheteria do clube. Bagunça geral.
Uma equipe desorganizada fora dos gramados reflete também dentro das quatro linhas. O ego do treinador Renato Gaúcho que nunca foi campeão de humildade, extrapolou antes da decisão. Com declarações inexperientes, chegou a afirmar que seu time faria quantos gols fosse preciso e que a LDU perdeu a oportunidade de sacramentar o título no primeiro jogo. Não que este otimismo esteja errado. Porém, destiná-lo como injeção de ânimo para seus comandados. Ao invés de declarar publicamente em entrevistas coletivas que todos poderiam cobrá-lo o título.
Este otimismo que poderia ser o grande trunfo do time, acabou sendo seu grande pecado. O excesso de confiança. Em momento algum foi respeitado o adversário. A equipe equatoriana veio ao Rio de Janeiro como azarão e saiu como algoz perante 80 mil tricolores. Enquanto o arrogante técnico terá de engolir seu discurso e repensar alguns conceitos. Final, ninguém vence em um confronto e clube que chega a uma decisão de Libertadores da América, é porque teve méritos e merece consideração.
O Fluminense é uma equipe com mais de cem anos na bagagem, mas assim como a LDU, é calouro no quesito Libertadores. Não que o planejamento esteja todo errado, afinal o clube foi segundo colocado e passou por clubes gigantes. Porém, tropeçou no degrau que ele próprio não quis enxergar. O futebol é atraente e ao mesmo tempo cruel por isso. Vencer um clube poderoso em um duelo não garante taça a ninguém. Enfrentar a todos com a mesma seriedade sim, você não pode se dedicar mais ou menos conforme seu adversário. É uma final que estava em jogo, a maior da história da equipe, para deixar o ego sobrepor à humildade.