sexta-feira, 29 de agosto de 2008

QUEM SEGURA A INTER


Os palcos italianos serão pequenos para os astros que brilharão no Calcio, que começa neste final de semana. O campeonato recheado de estrelas e veteranos, ganham mais alguns medalhões para compartilhar os holofotes. Pra quem já estava acostumado com Kaká, Ibrahimovc, Buffon e Totti, agora verá entre algumas novidades, alguns retornos interessantes, como a volta de Adriano a Inter e principalmente, o regresso do artilheiro Shevchenko ao clube que o consagrou, o Milan. A grande pergunta que se faz com o início da competição, é quem poderá conter a tricampeã Internazionale.
Penso eu que, a Inter permanece como a franca favorita a conquistar seu 17º caneco. A superioridade dos atuais campeões, é tanta, que o clube pouco precisou investir em seu elenco. Chegaram somente os meias Muntari e o brasileiro Mancine, além do retorno de Adriano. Mas a principal novidade na equipe é a vinda do treinador José Mourinho. Esta sim podemos considerar uma contratação de impacto. Logo abaixo, acredito que, Roma, Juventus e Milan travarão uma disputa acirrada pelas primeiras posições.
A Roma cansada de ser vice, se reforçou com o lateral Riise e Júlio Baptista, que chega para fortalecer o poder ofensivo da equipe. A Juventus e seu grupo razoável buscam surpreender. Del Piero e Nedved já não têm mais o mesmo ritmo de outrora. O grupo se reforçou com o zagueiro Mellberg, o volante Poulsen e o atacante Amauri. Mas as esperanças estão voltadas para o garoto Giovinco, revelação do último campeonato. E a grande incógnita é o time do Milan. O experiente time é extremamente dependente de Kaká, que agora ganhará a companhia de Ronaldinho Gaúcho e a de Shevchenko, para qualificar este conjunto envelhecido.
Este é o grupo que deverá freqüentar o topo de cima da tabela, mas existe um intruso que, a qualquer vacilo poderá aparecer lá na frente, que é a Fiorentina, do goleiro Frey e do artilheiro Mutu. Abaixo destas equipes, Udinese, Sampdoria e Lazio ficarão atentos aos tropeços do grupo de cima, mas a tendência é brigarem por vaga na Copa da UEFA. Não acredito em zebras nesta temporada. Fica óbvio que as maiores transações no mercado de transferências foram das equipes italianas. O que não é garantia de espetáculo. Façam suas apostas porque o show está prestes a começar.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

FOGÃO COZINHA O GALO


Não boto muita fé na insossa Copa Sul Americana, mas dei meu voto de confiança nesta quarta-feira a noite e me diverti muito mais do que o esperado. A começar pela entrada no gramado. Cheguei a pensar que o Botafogo enfrentaria o Peñarol do Uruguai com aquele uniforme listrado em preto e dourado. Mas não. Aquela camisa é comemorativa em relação ao centenário do galo. Mas pensei bem. Comemorar o que em 2008, mas tudo bem, vamos considerar a gigantesca história do clube mineiro e esquecer este medonho time que representa o Atlético MG justamente neste ano tão importante.
Enquanto quase todas as equipes estão pouco se lixando para esta competição de araque, o Botafogo está disposto a apagar a má impressão deixada no ano passado, quando foi desclassificado naquele fatídico episódio diante do River Plate. E aproveitando a freguesia de sete anos do galo, os cariocas aproveitaram para sapecar 5 a 2 nos donos da casa. Com direito a três obras primas. Depois mesmo jogando com a marcha reduzida, o Atlético não se achou em campo. Para completar a noite negra dos mineiros, Serginho foi expulso ao cometer um pênalti, que aliás Gil se encarregou de colocar a bola no último degrau da arquibancada. Ainda assim, o zagueiro Leandro Almeida deu uma força, marcando contra o patrimônio em cobrança de escanteio, lançada por Carlos Alberto.
Estranhei a facilidade com que se construiu o resultado. Este time do Atlético é um horror. O Botafogo que entrou para administrar a vantagem obtida no Engenhão, não precisou de grandes esforços para golear o adversário. Esse é o tipo de jogo que engana aquele torcedor menos crítico. Não que eu esteja insatisfeito. Mas o meu querido fogão apesar da ótima fase, não está com esta bola toda pra humilhar o galo em pleno Mineirão, no ano de seu centenário. Convenhamos de que uma vitória dessas, dá mais moral ao conjunto, que realmente tem de ser enaltecido. Que esse fôlego demonstrado no Campeonato Brasileiro e na Copa Sul Americana, dure pelo menos, mais três meses. É hora de aproveitar a boa fase, pra tirar o atraso. Chega de nadar e morrer na praia.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

SÉRIE B COM CARA DE PRÉ-TEMPORADA


O previsível retorno do Corinthians a elite do futebol brasileiro se confirma a cada rodada. Ainda mais após os resultados de seus concorrentes mais próximos. Enquanto o clube do Parque São Jorge atropelou o Gama por 5 a 0, o Avaí segundo colocado, não saiu do empate diante do ABC. Quem vem embalado logo atrás, é o Vila Nova do artilheiro Túlio Maravilha. E fechando o grupo do G-4, o Santo André de Marcelinho Carioca busca pela primeira vez em sua história um acesso à primeira divisão
Nunca uma disputa de Série B foi tão facilitada a um clube grande. A única equipe de tradição capaz de fazer sombra ao alvinegro paulista, seria o Bahia, senão fosse pelos diversos problemas extra campo, sem contar o fato da equipe estar órfã de sua casa a Fonte Nova. Mesmo assim, o tricolor baiano pregou uma peça aos corintianos derrotando-os em pleno Pacaembu. Mas não passou deste raro episódio vitorioso. Vai precisar abrir bem os olhos para não regressar a Série C.
O Avaí que está na cola dos paulistas há algumas rodadas, outrora desperdiçou a chance de lhe tomar a liderança no confronto direto. Posteriormente a isso, os catarinenses se mantêm em segundo, mas sem conseguir duas vitórias seguidas para ameaçar o líder. Somando 39 pontos, seis a menos que o Corinthians, o time de Florianópolis está mais preocupado com o Vila Nova que vem logo abaixo com 38 pontos e o Santo André que aparece com 37. A tendência agora, é de que o alvinegro paulista dispare de vez, enquanto os demais juntamente com Barueri, Ponte Preta e Juventude, travarão uma batalha acirrada pelas três vagas restantes.
O restante da competição, Mano Menezes deverá utilizar como uma preparação para o ano 2009. Desta forma, testando jogadores e promovendo outros da categoria de base, fortalecendo o grupo para a próxima temporada. O problema desta vantagem em relação aos adversários é um possível relaxamento que a equipe poderá oferecer devido à falta de competitividade do campeonato. Mas nada leva a crer, que isto colocará algum empecilho. Os corintianos não vêem à hora de regressar a elite, ainda mais com um segundo semestre que está mais parecendo uma longa pré-temporada.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

COM A CORDA NO PESCOÇO




Após amargar cinco temporadas na segunda divisão do futebol brasileiro, a Portuguesa repete velhos erros e segue ameaçadíssima de rebaixamento. São três derrotas consecutivas nas últimas rodadas, entretanto, outra perda, deverá causar danos ainda maiores a Lusa, que é a saída do atacante Diogo. O jovem de 21 anos, mantido como a estrela solitária deste modesto grupo, deixou o Canindé para acertar um contrato de cinco temporadas com o Olimpiacos da Grécia. Disparado a maior revelação do clube nos últimos anos, quiçá da última década, o talentoso jogador deixa o time quando o mesmo mais precisava dele.
Agora sem seu astro e com o novo comandante Estevam Soares, que chega para assumir o cargo após a demissão de Valdir Espinosa, a Portuguesa tem a dura missão de juntar os cacos para lutar por sua sobrevivência na elite. De início, a primeira medida a ser tomada deve se procurar uma solução para a defesa, cuja tem o posto, de a pior da competição. Em vinte duas partidas disputadas, foram sofridos 46 gols, uma média superior a dois gols por jogo, o que é extremamente preocupante. Do meio pra frente o time até conta com jogadores interessantes, como os meias Edno e Felipe Gabriel, e no ataque com Jonas e Washington.
É necessário recomeçar o trabalho urgente antes que seja tarde. Náutico e Santos somam 22 pontos assim como a Lusa, enquanto o lanterna Ipatinga vem logo atrás com apenas dois pontos a menos. Embora nem tudo está perdido, pois o bloco intermediário da tabela e a zona de rebaixamento estão muito próximos, com apenas seis pontos de distância. Está é a diferença de Goiás, Atlético MG e Figueirense que dividem a 11ª colocação com 28 pontos. Duas vitórias são suficientes para colocar a Portuguesa neste posto. Acostumado a não ter vida fácil, o torcedor da Lusa obviamente terá de apoiar o time senão quiser passar mais alguns anos pela desagradável Série B.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

AGORA OU NUNCA


Ao que tudo indica, a liberação do atacante ucraniano Shevchenko, para negociar sua volta ao Milan, deixa nas entrelinhas, a provável contratação de Robinho pelo Chelsea. O que está por apenas por míseros detalhes, deve ter seu desfecho ainda no início desta semana. Cansado de ser um reserva de luxo no Real Madrid, o atacante está disposto a integrar a nova família Scolari em Londres. Ainda mais após o aval de Felipão, que teria solicitado a contratação de seu conterrâneo.
Caso venha a se concretizar a transferência, o ex-santista terá uma segunda oportunidade para brilhar em um clube de ponta da Europa. O malabarismo em excesso e a pouca objetividade custaram sua titularidade em Madrid. E ao sentir-se como moeda de troca, quando o clube merengue tentou de todas as formas trazer Cristiano Ronaldo, chegando a cogitar a possibilidade de ceder o brasileiro como parte do pagamento. Insatisfeito, imediatamente ele saiu para ouvir a proposta do Chelsea.
Aquele atacante desbravador da época de Santos e de alguns momentos na Seleção brasileira, precisa encontrar um ponto de equilíbrio em sua carreira. Senão estamos prestes a rever um novo Denílson. Felipão parece ter bons planos de como extrair o potencial de Robinho a favor dele e do próprio clube. Está mais do que na hora, do brasileiro justificar os milhões investidos nele. Se com a camisa amarelinha do Brasil ele tem certo prestígio, na Europa ele é apenas mais um entre tantos.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

DÁ-LHE COXA


Vanderlei Luxemburgo ou Muricy Ramalho, qual deles é o treinador mais competente em 2008. Resposta simples. Nenhum deles. Outro comandante de fala mansa e de pouca bajulação por parte da imprensa, vem correndo por fora e conseguindo êxitos por onde tem passado. Dorival Júnior iniciou a carreira no Figueirense e passou por Sport e São Caetano, antes de dirigir o Cruzeiro. De onde saiu inexplicavelmente, após classificar a raposa para a Libertadores deste ano. Saiu de cabeça erguida e assumiu o Coritiba recém promovido á Série A.
Antes de começar a campanha no Brasileirão, Dorival garantiu o título estadual ao Coxa, diante do rival Atlético PR, em plena Arena da Baixada. 21 rodadas se passaram e o Coritiba sucessivamente rodeou de perto o G-4. A sétima colocação mantém acesa a esperança de o clube chegar a uma Libertadores após mais de dez anos de ausência. Para isso, o grupo conta com uma mescla interessante de jogadores. O rodado goleiro Édson Bastos, o zagueiro Nenê e o lateral Rubens Cardoso, esbanjam experiência em campeonatos nacionais. O zagueiro Maurício e o meia Marlos, são boas revelações deste grupo, mas o polivalente Carlinhos Paraíba e o atacante Keirrison são de longe os notáveis do conjunto.
Enquanto os badalados treinadores “tops” estão mais preocupados com a imagem de manager, caso de Luxemburgo e de ensinar a imprensa como se trabalhar, caso de Muricy, Dorival está completamente focado aonde seu grupo pode chegar. Ele não é de falar, mas sim de agir. Bem por isso, seu nome foi sondado por diversos clubes carioca e paulista, além do Internacional, durante a competição. No entanto, o comprometimento dele com o Coxa, parece ser prioridade no momento. O que poderá mudar de figura em 2009 quando novas propostas tentadoras surgirão. Por seu desempenho dentro do campo e sua diplomacia fora dele é que Dorival Júnior é o hoje, o treinador mais qualificado do Brasil.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

FRANCO ATIRADOR

Confesso que, minutos depois de ser anunciado a contratação do técnico Ney Franco para o Botafogo, não economizei as críticas e soltei o verbo contra a escolha da diretoria alvinegra. Exatos quarenta dias desde sua estréia no comando da equipe e o mineirinho me faz engolir a todos os meus protestos. Eis que em onze partidas disputadas, ele conseguiu a façanha de saltar da incômoda décima quinta posição, para o impressionante terceiro lugar. A vitória obtida diante do Cruzeiro, foi à sexta consecutiva. O saldo de Ney a frente do time de General Severiano é exuberante. São oito vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Uma arrancada avassaladora.
O que mudou em relação ao time de Geninho? O entusiasmo e a determinação dentro do campo. Todos se entregam ao máximo até o último minuto de jogo. O grupo esbanja alegria e espírito coletivo. Ney não tirou nem um coelho da cartola para fazer o Botafogo produzir, apenas organizou e motivou a todos do elenco. Não há cadeira cativa no time titular. Lúcio Flávio e Jorge Henrique já amargaram o banco quando não agradaram. E assim é a conduta do treinador. Quem aproveitou a chance para não deixar mais a equipe, foi Carlos Alberto. A aposta alvinegra chegou sob total desconfiança, mas com atuações convincentes já ganhou o respeito da torcida e sobretudo do comandante.
O meio de campo é o ponto de equilíbrio do conjunto. Diguinho e Túlio são consistentes na marcação e apóiam com qualidade. O capitão Lúcio Flávio é a mente pensante. Cadencia o jogo e faz assistências milimétricas a seus companheiros. Enquanto Carlos Alberto tem liberdade para avançar e sempre chega com perigo à frente. O grande tormento do ano passado, a camisa número 1, foi resolvida com o irreverente Castillo e o prata da casa Renan. André Luiz após a punição no Recife, criou juízo e se consolidou como a parede na defesa. Na frente Jorge Henrique é o velocista que cai pelas pontas e Wellington Paulista exerce a função de centroavante, além de fazer o papel de pivô.
Como não há nenhum Michael Phelps no Campeonato Brasileiro, o alvinegro carioca aproveitou a brecha deixada pelos líderes e resolveu entrar na parada, brigando lá no topo da tabela. Sejamos Franco que Ney, caiu como uma luva ao Botafogo. Minha contestação de outrora, me serviu de lição para não julgar os profissionais pelo que aparentam e sim pelo que são. Hoje, reconheço meu erro e aplaudo de pé o trabalho realizado por ele. Independentemente de onde o clube chegar na competição, Ney Franco mostrou seu valor. Conquistou a torcida e inclusive eu.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

O IMPREVISÍVEL


O time mais imprevisível do Campeonato Brasileiro atende pelo nome de Vasco da Gama. Como alguém consegue marcar tantos gols em uma só partida e posteriormente sofrer uma humilhante goleada. Se alguém souber a explicação por favor me indique. Basta analisarmos a campanha do clube cruzmaltino e veremos que tem algo de muito errado. Enquanto os vascaínos possuem o segundo melhor ataque da competição, com 34 gols marcados, ao lado do Cruzeiro, atrás apenas do líder Grêmio com 36, a defesa mais parece uma peneira, levou 39 gols assim como o lanterna Ipatinga. Somente a Portuguesa consegue ser pior, com 41 gols sofridos.
Não bastasse o período de turbulência extra campo predominante em São Januário, o clube ostentando a décima quinta posição, está longe de seus melhores dias. O clima não é dos melhores, ainda mais após as supostas acusações de Edmundo, quando soltou o verbo e disse que tinha gente dentro do grupo, fazendo corpo mole e simulando contusão. Logo depois veio a queda de Antonio Lopes. Tita assumiu sendo massacrado pelo Vitória em Salvador, por 5 a 0. Uma trégua na Copa Sul Americana, com a vitória diante do Palmeiras e na reabertura do 2º turno, após lavar a alma ao golear o Internacional por 4 a 0.
Roberto Dinamite que recém assumiu a gestão do clube, nem em seus piores pesadelos sonhou que a situação financeira da equipe era tão precária. Saldo negativo e caixa fechado até 2009. Esta é a herança maldita que o ídolo vascaíno recebeu. Uma administração em frangalhos e um elenco modesto para disputar o campeonato nacional. A cúpula do poder de Eurico, a princípio consegue o efeito planejado. A decadência em queda livre após sua saída. Não que enquanto ele estava lá o resultado agradava, mas o ditador empurrou com a barriga e o clube foi sobrevivendo ano pós ano.
Agora com a posse da oposição e o risco do rebaixamento, as conseqüências cairão no colo de Dinamite, que certamente é o menos culpado pelo declíneo vascaíno. O que podemos esperar do time de São Januário daqui em diante, só o destino revelará. Os torcedores preferem acreditar naquele clube que aplicou a maior goleada da competição, nos 6 a 1 contra o Atlético MG e este que teve um início vitorioso frente ao Inter. Mas aquele apático grupo que coleciona sonoras goleadas sofridas, atormenta a atmosfera na colina. No entanto, tudo poderá acontecer ao inesperado Club de Regatas Vasco da Gama.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

CONTRA TUDO E CONTRA TODOS


A seleção feminina do Brasil é o primo pobre do futebol. Mas Marta e companhia, que há tempos vem demonstrando seu valor, agora se consolidam de vez como umas das principais potências de seu esporte. A partida semifinal diante da Alemanha, era um confronto entalado na garganta desde a Copa do Mundo do ano passado, quando as alemãs derrotaram as brasileiras na decisão. Desta vez, o destino parecia disposto a se repetir, quando Prinz aproveitou a trabalhada de nossa defesa para driblar a goleira Bárbara e abrir o marcador.
O gol desestabilizou nossas meninas que, continuaram por alguns minutos cometendo erros infantis. Até que Cristiane fez ótima jogada pela ponta esquerda, com direito à caneta na adversária e enfiou a bola pra área, no rebote Formiga acertou um belo chute e empatou a partida. O show a parte de Cristiane continuou no segundo tempo. Após a arrancada de Marta, a camisa 10 brasileira presenteou Cristiane que só teve o trabalho de tirar da goleira alemã. A melhor jogadora do mundo em nova arrancada, conduziu a bola até a área de onde emendou um chute cruzado que foi parar nas redes da Alemanha.
A cereja do bolo viria minutos mais tarde, com a dona da partida. Cristiane fez uma jogada antológica, onde passou entre três adversárias e finalizou para encerrar o jogo. Final de partida, 4 a 1 para o Brasil, com a vaga assegurada na final e com o doce gostinho da vingança. A decisão será contra as americanas, de quem temos boas e más lembranças. A ruim, obviamente é a final da última Olimpíada em Atenas, quando perdemos a medalha de ouro. Em contrapartida, no Pan Americano do Rio Janeiro do ano passado, os Estados Unidos sequer viram a cor da bola no Maracanã lotado. 5 a 0 para nós com espetáculo da torcida e a medalha dourada no peito.
Independentemente do resultado final, as guerreiras brasileiras já são vencedoras. Em um país onde as federações e os clubes cruzam os braços para a prática do futebol feminino, estas jogadoras são campeãs. Enfrentar o descaso, o preconceito e ainda mais as seleções rivais, elas já merecem o rótulo de vitoriosas. Enquanto o time dos marmanjos com todo aparato, fazem corpo mole e frequentemente pedem dispensa de servir a seleção. Mesmo assim, a única preocupação da CBF é a realização da Copa do Mundo de 2014. Pobre das meninas, que estão perto do ápice, porém longe do reconhecimento.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

MUITA CALMA NESSA HORA


Geralmente a principal característica que define o matador do time, é a frieza na hora da finalização. Aquela fração de segundos, onde o goleador antevê o lance e se posiciona ou parte em direção para o arremate certeiro. É, mais o goleador máximo do brasileirão deste ano, o santista Kleber Pereira, não se cansa de perder gols incríveis. Se o artilheiro do campeonato tem seus méritos por ter balançado por 13 vezes às redes adversárias, em contrapartida, este saldo poderia ser ainda maior.
Convenhamos de que não existe um atacante infalível, mas quando você assiste a um jogo do Santos, até se entende o motivo da equipe estar na penúltima posição, com míseros 18 pontos. Kleber é capaz de driblar dois zagueiros se livrar do goleiro e marcar um gol de placa, mas este mesmo centroavante, consegue a façanha de desperdiçar gols, de dentro da pequena área, em lances onde basta empurrar com calma a bola pro fundo das redes.
O atacante santista quase sempre foi artilheiro por onde passou, porém, carrega consigo altos índices de desperdícios, que mancham sua carreira de goleador. Ainda que, dos 23 gols do Santos, apenas 10 não foram dele. E olha que Kleber tem um vasto repertório de gols. Chute de fora da área, tabelando, escorando um cruzamento ou mesmo de cabeça. Mas parece que em certas oportunidades, o excesso de confiança na hora da finalização dá lugar a uma conclusão displicente, que acaba não se convertendo em gol.
Em momento algum estou questionando a qualidade deste maranhense de 33 anos, muito pelo contrário, sempre o admirei pelo preciso faro de gol. Mas analisando a atual situação do Santos na competição, cada gol perdido pelo seu artilheiro, tem lhe custado à permanência na zona de rebaixamento. Nunca o time da Vila Belmiro esteve tão carente de talentos, como em 2008. E Kleber é uma das poucas esperanças da torcida, para evitar um rebaixamento, que seria a maior tragédia da história do time do Rei Pelé.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

SUPREMACIA INGLESA


Neste final de semana vai ser dada a largada da Liga nacional mais poderosa do planeta. Quem discorda que, a Premier League é hoje, a competição de mais alto nível. Auxiliado pelos milhões de libras investidos nos clubes, sobretudo pelas equipes pertencentes a magnatas bilionários, o Campeonato Inglês desponta como o soberano entre todos os europeus. Entre transações milionárias e os melhores salários, a concorrência desta temporada começa no banco de reservas. Os quatro principais clubes do país, desde já anunciam as batalhas entre seus managers.
Alex Ferguson há 22 anos a frente do bicampeão inglês, Manchester United, não possui papas na língua e logo foi disparando contra o recém chegado à liga, o brasileiro Felipão. O comandante dos diabos vermelhos fez pouco caso da aquisição de Luís Felipe Scolari, dizendo que ele não tinha nada demais. Já o outro rival, o francês Arséne Wenger, treinador do Arsenal, não poupou elogios ao novo treinador do Chelsea. Quem não se pronunciou a respeito, foi Rafael Benítez. O técnico do Liverpool prefere ao invés de polemizar, encontrar uma solução para tirar sua equipe da fila de 19 anos sem vencer a liga.
Ser a liga mais potente, não quer dizer a mais competitiva. Dificilmente dá para imaginar o título longe de uma destas quatro equipes. Apesar das forças médias virem gradativamente em evolução. Casos de Newcastle, Tottenham e Manchester City. Mas ainda estão a um patamar abaixo do quarteto fantástico. O Manchester se deu o luxo de não gastar com aquisições. Apenas se vangloria de conseguir manter seu astro Cristiano Ronaldo por mais uma temporada. Até o clube de Roman Abramovich não torrou milhões como de costume. Somente o luso Deco, pode se considerar como reforço de ponta.
Os outros dois concorrentes, correm por fora tentando desbancar os favoritos Manchester e Chelsea. O Arsenal obviamente, é quem menos faz loucuras no quesito de negociações. Prefere apostar em promessas e pratas da casa. O meia Nasri da seleção francesa foi uma das poucas surpresas, além da renovação do contrato de seu artilheiro Adebayor. Enquanto o Liverpool, quer quebrar o estigma de conseguir boas campanhas apenas na Champions League. Manteve o bom elenco da temporada passada, com pequenas reposições como o atacante irlandês Robbie Keane, que chega para o lugar de Crouch.
A temporada promete grandes duelos dentro e fora dos gramados. O crescimento do futebol inglês já reflete nas competições continentais. A última Champions League por exemplo, tinha entre os quatro semifinalistas, três clubes britânicos. Manchester e Chelsea que disputaram até a última rodada a taça inglesa, travaram uma batalha épica na decisão do torneio europeu, decidido somente nas cobranças de pênaltis. É notável a supremacia inglesa. Os brios britânicos exaltados por serem os inventores do futebol, podem com razão ter orgulho de sua competição nacional. Afinal, o campeonato é indiscutivelmente superior sob todos os aspectos. Técnico e organizacional. Quem dera um dia, poder sonharmos com um campeonato deste nível.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

QUEM TEM MEDO DE FANTASMA


Devido ao episódio do “Maracanaço” na Copa do Mundo de 1950, o Uruguai talvez seja considerado o maior fantasma que assombra o futebol brasileiro. Em proporções menores, outro adversário causa certo receio a nossa nação, especialmente se tratando de Jogos Olímpicos. O Camarões, conseguiu o feito histórico de eliminar o Brasil em Sidnei no ano 2000, em circunstâncias totalmente desfavoráveis. Após sofrer o empate no último minuto do tempo normal, jogava a prorrogação com dois jogadores a menos e ainda teve forças para desempatar, arruinando nosso sonho do título inédito, a medalha de ouro.
Oito anos se passaram e novamente nas fases de quartas de finais, os camaroneses cruzarão nosso caminho. A maioria dos nossos atletas de hoje ainda garotos na época, sequer fazia idéia da tamanha decepção que aquela ocasião proporcionara. Com exceção de Ronaldinho Gaúcho, que fez parte do vexame. Agora como capitão desta seleção, ele deve estar vacinado contra os possíveis perigos, que poderão atormentar os brasileiros. Sua experiência aliada à refinada qualidade o diferenciam daquele ainda promissor atleta, que aparecia para o mundo na Austrália. Ao menos é o que todos esperam.
Como já era esperado, os brasileiros passaram sem dificuldades da primeira fase nos Jogos de Pequim. Bélgica, Nova Zelândia e China serviram apenas como treinamento de luxo. Porém, agora em diante, a realidade é mais dura. Se Camarões desta vez não possui Eto’o ou Geremi no grupo, sua força física e dinâmica do conjunto deve ser a mesma senão maior. Afinal, eles conhecem como ninguém a receita de como desbancar um favorito. Na primeira fase enfrentaram a Itália de igual pra igual e ainda desperdiçaram um pênalti, portanto, é melhor abrir bem os olhos para evitar dar uma sobrevida a este incômodo fantasma.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

TUDO IGUAL NO JOGO DOS LÍDERDES


No jogo mais esperado da Série B do Campeonato Brasileiro, o Avaí jogando na Ressacada, perde a chance de tomar a liderança do rival Corinthians. Encarada como uma decisão, a partida foi eletrizante do primeiro ao último minuto, com várias oportunidades de gols. O primeiro tempo equilibrado, favoreceu a equipe paulista, que com sua proposta de jogo, explorando os contra ataques, abriu o marcador com o meia Douglas, completando o cruzamento. Castigando o Avaí, que permanecia desperdiçando chances de marcar.
O leão da ilha sufocou o Corinthians na segunda etapa. O técnico Silas disposto a manter a invencibilidade dentro de casa, colocou o experiente Evando no ataque. Após sucessivas tentativas sem sucesso, o próprio Evando tratou de resolver o problema de falta de pontaria. Em grande estilo, arriscou uma bicicleta no cruzamento de Michel e empatou a partida aos 38 minutos pra delírio da torcida. Demais chances não foram aproveitadas e o jogo entre o time de melhor ataque, o Avaí, contra a melhor defesa, o Corinthians, terminou no injusto empate em 1 a 1.
O resultado manteve os dois clubes em suas respectivas colocações. O Corinthians líder desde a primeira rodada, chega a 36 pontos e praticamente garantiu o título simbólico do primeiro turno. Enquanto o Avaí, soma 34 pontos na segunda posição e segue firme em busca do objetivo de chegar à elite do futebol brasileiro. Como o acesso do alvinegro paulista parece óbvio, resta ao time catarinense manter a performance para consolidar uma entre as outras três vagas. Sempre lembrando do exemplo do Criciúma no ano passado, quando terminou o primeiro turno na liderança e posteriormente decaiu tanto, que por pouco, não regressou a Série C.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

SELEÇÃO DO CAMPEONATO


Penso eu que, eleger os 11 melhores jogadores de cada posição, é uma escolha particular. Entre os tantos atletas que se destacaram nas primeiras 19 rodadas da competição, eu avaliei os maiores desempenhos individuais e também a quantidade de partidas disputadas. Ponto para quem manteve a regularidade e sobretudo, para quem menos desfalcou sua equipe. Por exemplo, os casos de Alex Silva, Hernanes, Thiago Silva, Thiago Neves, Ramires e o goleiro Renan. Certamente eles têm potencial para brigar por posição nesta equipe, mas o fato de estarem a quase um mês longe de seus clubes, servindo a seleção olímpica, deixa-os fora de combate nas batalhas do brasileirão.
Segue abaixo os jogadores que considero o diferencial de suas equipes. Caso alguém discorde ou tenha preferência por algum outro nome para escalar neste time, favor mandar sua sugestão. Como falei acima, é uma escolha pessoal. Portanto, vale o desafio. Eu como técnico escalaria este time aí. Acho que brigaria pelo título com ele. No mínimo chegaria a Libertadores.

Este promissor goleiro vem fechando o gol do Grêmio e é menos vazado da competição VICTOR é um dos responsáveis pela boa campanha do tricolor gaúcho.

Em um time sem grandes talentos individuais, Paulo Sérgio ganhou notoriedade jogando na lateral direita. Se a marcação ainda não é providencial, o camisa 2 do Grêmio tem apoiado como poucos na competição.

Em uma defesa sólida como a do São Paulo, André Dias foi quem melhor e mais atuou. Bom no jogo aéreo, o zagueiro tricolor tem sido um dos mais regulares na competição.

Não é tarefa fácil liderar uma defesa onde os laterais são liberados para avançar, e Fábio Luciano executa sua função com extrema categoria. Em um time que está oscilando, o capitão rubro negro se mantêm imponente no comando da zaga carioca.

Disparado o melhor apoiador pela lateral esquerda. E olha que Leandro além de atacar com extrema eficiência vem melhorando gradativamente na marcação.

Há tempo que Diguinho é o dono do meio de campo botafoguense. A má fase que passou o alvinegro em algumas rodadas não afetou a ele, que se destacou pela garra. Agora com a ascensão da equipe, o camisa 8 continua ganhando elogios da torcida e da imprensa.

Em épocas onde os volantes modernos estão em alta, Willian Magrão vem cumprindo seu papel de forma exuberante. Preciso na marcação, o meia tricolor inicia bons ataques e sempre chega com perigo a frente.

O setor de meio de campo é a essência do time do Cruzeiro e Wagner é o cérebro que faz a diferença. Rápido, o camisa 10 alia potentes chutes e assistências precisas aos companheiros.

Um dos melhores não só na posição mas como do campeonato. Alex tem sido o diferencial do time do Internacional. Um exímio finalizador que também desempenha funções de marcação.

Após superar tantas lesões, Nilmar reencontrou sua boa forma e vem se destacando no ataque do Internacional. Jogando como segundo atacante ou mesmo como centroavante sua eficiência é notável.

Alex Mineiro segue implacável dentro da área. Gol de cabeça, completando um cruzamento ou rebote, de perna direita ou esquerda. O veterano atacante palmeirense é o terror das defesas adversárias e quase todo jogo deixa sua marca.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

CAMPEÃO MORAL


Terminar o primeiro turno do Campeonato Brasileiro na primeira colocação pode parecer um tanto quanto insignificante. Até seria, se não fosse pelas estatísticas das edições passadas da competição na era dos pontos corridos. Em todas as oportunidades, sempre quem chegou a este ponto na liderança, posteriormente sagrou-se campeão. Bom sinal para o Grêmio correto. Errado. Nunca a disputa esteve tão equilibrada, com tantas equipes em condições de levantar a taça.
Convenhamos de que o tricolor gaúcho alcançou números suficientes para almejar uma conquista no desfecho da competição. Os comandados de Celso Rooth possuem além da defesa menos vazada o ataque mais positivo também. Se o time não é brilhante, ao menos é regular o suficiente, para não perder pontos cruciais, inclusive para seus concorrentes diretos. Seu retrospecto jogando diante de sua torcida é considerável. São sete vitórias, três empates e nenhuma derrota sequer, em Porto Alegre. Se o elenco não aspira confiança, os números sim.
O diagnóstico tricolor, revela porque o time despontou na frente. O Grêmio balançou as redes adversárias por 35 vezes, em contrapartida levou apenas 12 gols. Foram conquistados 41 pontos. Sua vantagem em relação ao Cruzeiro, o segundo colocado, é de 5 pontos. Esta briga ainda tem um longo itinerário pela frente. Ainda são 19 jogos até o desfecho. A começar, o confronto frente ao bicampeão São Paulo, mas calma, o jogo é no Estádio Olímpico. Qualquer tropeço daqui em diante poderá ser fatal, pois logo atrás, Cruzeiro, Palmeiras e o próprio São Paulo estão sedentos pela ponta da tabela.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

EU ESTAVA LÁ!


Não há sensação melhor, do que ser testemunha ocular de uma partida do seu clube de coração. Acompanhar de perto a disposição tática e o posicionamento do time de forma ampla. É na arquibancada do Estádio, que você realmente vê quem luta o jogo inteiro e quem simplesmente faz turismo. O Figueirense ostentava um tabu de jamais ter perdido para o Botafogo jogando no Orlando Scarpelli, sem contar que, desde 2002 não perdia do alvinegro carioca pelo brasileirão. Presenciar um triunfo nestas circunstancias é um momento único na vida de um torcedor.
A visão panorâmica é incomparável em vista da adrenalina de escutar um jogo pelo rádio e até mesmo pela televisão. Se em casa você é apenas um entre tantos a torcer, na arquibancada você faz parte do conjunto da obra. O Botafogo entrou no campeonato nacional como candidato a vaga na Libertadores devido aos bons resultados do primeiro semestre. Porém após a eliminação na Copa do Brasil para o Corinthians e sobretudo a saída do treinador Cuca, a equipe passou por um inferno astral e chegou a rodear a zona do rebaixamento. Geninho não deu jeito na casa e Ney Franco chegou para acalmar os ânimos em General Severiano.
O time voltou a encantar e vem subindo gradativamente na tabela. A seriedade com que encarou esta partida, foi determinante para o resultado final. Desde que entrou no gramado, o Botafogo buscou o gol a todo o momento, até o incansável Túlio, fazer um lance magistral para abrir o placar. Ao receber a bola dentro da área, o camisa 5 alvinegro levantou a bola e surpreendentemente arriscou um voleio, que foi parar no canto do goleiro Wilson. A festa alvinegra foi quase completa no primeiro tempo, não fosse pela expulsão de Carlos Alberto. Em duas faltas que cometeu, o árbitro fez questão de contribuir com os donos da casa e tirar o meia carioca da partida.
A proposta de jogo botafoguense na segunda etapa foi a de marcar firme o time catarinense e sair em velocidade. A estratégia surtiu efeito, quando Thiaguinho recebeu livre pelo lado direito e avançou até concluir para ampliar o marcador. Após o gol, o Figueirense lançou-se ao ataque e ainda conseguiu descontar com Rafael Coelho, após ter derrubado o goleiro Renan em uma dividida pelo alto. Porém, nem a arbitragem caseira conseguiu evitar a heróica vitória carioca. André Luiz foi uma parede na defesa, enquanto Túlio e Diguinho fizeram uma exibição excelente, atacando e marcando com o mesmo ímpeto. Todos foram ovacionados como guerreiros que vencem a uma batalha.
Com a quebra do tabu, o alvinegro carioca chegou à terceira vitória consecutiva, sendo duas delas jogando fora de casa. O time chegou à oitava posição com 28 pontos, apenas 2 atrás do G-4. O torcedor do Botafogo estava confiante e compareceu em bom número a Florianópolis, e certamente saiu mais do que satisfeito. Uma vitória na base da raça, que enche o torcedor de orgulho e de esperanças para o restante da competição. Volto pra casa honrado e com a satisfação de dever cumprido.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

REVANCHE ADIADA


Antes mesmo do cerimonial de abertura para os Jogos Olímpicos de Pequim, as meninas da Seleção feminina de futebol inauguraram a participação brasileira nos Jogos. Um páreo duríssimo logo de cara. A seleção da Alemanha, campeã da última edição da Copa do Mundo, exatamente em cima do Brasil. A partida foi encarada como uma boa oportunidade de revanche, mas infelizmente não foi desta vez.
Uma partida equilibrada. A Alemanha bem postada taticamente, segura na marcação e dependente de algum lance genial de sua estrela Prinz. Já nossa seleção, deixa a desejar na marcação, especialmente na cobertura do lado esquerdo. O poderoso trio ofensivo, formado por Daniela Alves, Cristiane e Marta, é muito pouco acionado, devido à falta de uma armadora que carregue a bola até o ataque. Portanto, nossas chances de gol se limitam a jogadas individuais do setor ofensivo.
Apesar da forte marcação sobre Marta, ela chamou a responsabilidade e justificou o título de duas vezes melhor jogadora do mundo. No primeiro tempo, ela cortou a zagueira alemã de forma brilhante e cruzou para o cabeceio de Cristiane, que acabou desperdiçando a chance. De forma incansável, Marta arrancou ao final do segundo tempo, partindo entre duas zagueiras e por pouco não deu a vitória ao Brasil. Faltou muito pouco para um triunfo das nossas meninas.
No decorrer da competição, Brasil e Alemanha tentarão somar o maior saldo de gols possível, para conquistar a primeira colocação do grupo. As próximas adversárias Coréia do Norte e Nigéria não oferecem grande ameaça as duas favoritas. Porém em competições deste caráter, sempre é bom um pouco de cautela para não dar espaço a uma possível zebra.
Após a conquista inédita da medalha de ouro no Pan Americano do Rio de Janeiro, diante da forte seleção dos Estados Unidos, Marta e companhia estão extremamente confiantes em levantar mais uma medalha dourada. Entre todas as dificuldades que o futebol feminino atravessa, sobretudo o preconceito, estas aguerridas atletas merecem mais do que ninguém esta conquista. Mas como apenas vontade não ganha jogo, é conveniente fazer por onde para chegar ao topo. E porque não, sacramentar o título em uma possível revanche contra as alemãs.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

POBRE TORCEDOR!



A atual situação de vacas magras em que se encontram os clubes brasileiros, obriga dirigentes a buscarem alternativas rentáveis de manter o patrimônio. Como a fonte de renda é boa parte fruto das cotas de TV ou da transferência de jogadores, os departamentos de marketing começam a tomar medidas procedentes da Europa. A comercialização de produtos com a marca do clube, especialmente, a constante revitalização do uniforme. As camisas sequer duram uma temporada e são substituídas por novos modelos.
Cada vez menos, o torcedor que economiza para adquirir uma camisa oficial do seu time de coração, terá sua camisa atualizada. No máximo por alguns meses. As gestões das equipes se mostram favoráveis a todo este abuso e exploração do seu próprio torcedor. Um exemplo recente provindo da Espanha, quando o Real Madrid obteve um retorno financeiro acima do esperado, em relação à aquisição milionária do astro David Beckham, comprado do Manchester United. O clube espanhol lucrou com a negociação, apenas com as vendas de camisa do inglês, estampado pelo seu nome e do número 23.
Outro exemplo provindo da Espanha, onde o Barcelona a cada temporada, lança um segundo uniforme diferente, a última temporada vestiu o azul-turquesa. Aqui no Brasil, esta moda está pegando. Os clubes estão deixando os valores tradicionais de lado, para terem um novo produto a venda no mercado. O caso do Palmeiras, que lançou neste ano, o uniforme três, um amarelo marca texto que dói na vista, mas que foi aprovado pela torcida. Seu rival Corinthians, em alusão ao corintiano roxo, lançou sua camisa degenerada na cor roxa. Apesar de não utilizar com freqüência nos jogos, à torcida também aderiu.
Imagine uma breve final de Campeonato Paulista, com o Morumbi lotado, estampado pelas cores amarelo e roxo, quem irá entender. O alviverde e ao alvinegro são inerentes a isso tudo. As glórias e a tradição destes clubes foram construídas pelo verde de um lado e do preto do outro. Sob o aspecto de comercialização até se torna admissível. Mas deixa a camisa alternativa pro torcedor, para o treino ou um jogo festivo, sem comprometer a história das equipes. É positivo os departamentos alcançarem soluções para os problemas financeiros, mas sem desrespeitar as tradicionais cores dos clubes.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

CONTAGEM REGRESSIVA PARA O GOL MIL




Entre o seleto grupo de jogadores que estão perto da hora de pendurar as chuteiras, Túlio Maravilha sequer pensa em parar. Com uma admirável performance, o atacante de 39 anos se diz bem preparado fisicamente e com o faro de gol calibrado. Jogando pelo Vila Nova- GO, Túlio marcou quatro vezes na vitória de sua equipe, diante do Marília e assumiu a artilharia da competição, com 15 gols na décima quinta rodada. Chegando assim, a média de um gol por jogo na Série B.
Contabilizando toda a temporada, o artilheiro já balançou por 29 vezes as redes adversárias e é forte candidato a levar o prêmio Friedenreich, que prestigia ao goleador máximo do ano. Porém, um objetivo maior é a fonte de inspiração de Túlio. Chegar ao milésimo gol, assim como Pelé e Romário. Ele alega estar em condições para perseguir sua meta. E olha que, ele não tem privilégios dentro do grupo, muito menos é poupado de partidas a exemplo de Edmundo. Claro que o grau de dificuldade é inferior na Série B, mas em contrapartida, as viagens longas são muito mais constantes. Fora o nível dos gramados que também não colabora muito.
Considerando as três divisões do futebol brasileiro, Túlio é o maior goleador de campeonatos nacionais. O maior ídolo da história recente do Botafogo, até acena com a possibilidade de encerrar a carreira no clube, inclusive marcando o milésimo gol com a camisa alvinegra. A diretoria também parece favorável ao objetivo de quem tanto lhe rendeu glórias, inclusive à conquista do Campeonato Brasileiro de 1995. São 159 gols defendendo o time de General Severiano. E apesar das contradições, suas contas somam ao todo, 851 gols marcados como profissional.
A especialidade de Túlio é o gol, embora o jogador ostente a fama de falastrão. Porém, nem as críticas interferem ao artilheiro, que esbanja categoria na cara do gol. Quase quarentão, ele enaltece seu poder de fogo e afirma que está determinado a alcançar seu objetivo pessoal, além de querer levar o Vila Nova para a primeira divisão. Túlio Maravilha é mais do que um goleador para o futebol brasileiro, é um personagem folclórico e irreverente. A torcida botafoguense reconhece que, quando Túlio promete, ele costuma cumprir. Ao menos sempre o fez. Se cada vez que se constranger com os críticos, ele reagir desta forma, poderá atingir seu tão sonhado objetivo. Ao invés de duvidar, é melhor torcer por ele. Alguém que contribuiu em demasia com o futebol nacional, merece ser prestigiado.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

ANFITRIÕES 4 X 6 VISITANTES


A 17ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2008 revelou um saldo curioso, até então inusitado. Das dez partidas realizadas, acreditem, melhor êxito para quem jogou fora de seus domínios. Foram 6 vitórias dos clubes visitantes, contra 4 dos anfitriões. Apenas, Goiás, Atlético MG, o líder Grêmio e o São Paulo cumpriram o dever de casa e conquistaram os três pontos.

A começar no sábado, quando o Internacional após duas derrotas seguidas se reabilitou na competição, vencendo o Fluminense no Maracanã pelo placar de 2 a 1. O tricolor carioca perdeu a terceira partida seguida e está na penúltima posição. Ainda no sábado, o Figueirense surpreendeu o Náutico no Estádio dos Aflitos, superando o timbu por 2 a 1.
No domingo, o Flamengo chegou a sair na frente no marcador diante de sua torcida e parecia fazer as pazes com a vitória, mas durou pouco. O Cruzeiro virou a partida, chegou à terceira vitória consecutiva e aumentou o jejum do rubro negro, para seis jogos sem vencer. O Ipatinga provou porque é o lanterna ao perder mais uma partida em casa. Bom para o Palmeiras que venceu o segundo jogo seguido e subiu para a terceira colocação com 31 pontos.
O Santos que vinha de uma boa ascensão vencendo seus dois últimos jogos, perdeu na Vila Belmiro para o Coritiba. O coxa com o triunfo de 3 a 1, chegou a sétima posição e deixou o peixe na zona do rebaixamento. Se um time paranaense surpreendeu, o outro decepcionou. O Atlético recebeu o Botafogo, que confirmou a boa fase atropelando os donos da casa pelo placar de 3 a 0. O alvinegro venceu seu primeiro jogo fora de casa e chegou à oitava posição com 25 pontos, enquanto o rubro negro desceu para o grupo dos quatro últimos.
Se no Campeonato do ano passado, exatamente na décima sétima rodada, o São Paulo tomou a liderança do Botafogo e partiu sem olhar para trás, rumo ao bicampeonato, no diagnóstico deste ano, o equilíbrio é total. Quem cumprir bem o dever de casa, colherá os frutos posteriormente. Caso de Palmeiras e Grêmio, que são as únicas equipes que ainda não perderam diante de sua torcida, justificando suas posições. Esta rodada com melhor aproveitamento dos visitantes, foi apenas um aperitivo do que vai ser estas últimas rodadas do primeiro turno e conseqüentemente o restante da competição.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

É CARNAVAL EM SALVADOR


A surpresa agradável do primeiro turno do brasileirão, certamente é a equipe do Vitória. Um grupo mediano, sem grandes destaques, que vem desempenhando uma notável seqüência nesta primeira parte da competição. A mescla de garotos com jogadores experientes encaixou perfeitamente, rendendo um resultado positivo para o futebol baiano. Os rodados, Marcelo Batatais, Ramón e Rodrigão, dão o toque de experiência ao rubro negro. Enquanto o lateral Marcelo Cordeiro e os atacantes Marquinhos e Dinei, surgem como as revelações do grupo.
O confronto contra o Atlético Paranaense nesta rodada, provou o ímpeto do conjunto. Mesmo após sair atrás no placar, com um fenomenal gol olímpico do lateral Nei, o rubro negro baiano encontrou forças para buscar a virada diante de sua clamorosa torcida no Barradão. O atacante Marquinhos desequilibrou o jogo, marcando um dos gols e fazendo uma primorosa assistência para o veterano Ramón decretar a vitória. O clube de Salvador soma agora vinte e nove pontos, na terceira colocação na tabela.
As eliminações no Campeonato Baiano e na Copa do Brasil, deixaram o Vitória com uma cara de América de Natal. O típico clube nordestino que vem a passeio na elite e é o primeiro a descer o elevador rumo a Série B. Porém desde a chegada de Vagner Mancini, que saiu sem entender o porquê do Grêmio, a equipe se adaptou rapidamente a filosofia do comandante e saiu surpreendendo seus adversários. Após perder duas partidas consecutivas, uma delas para o São Paulo em casa, imaginava-se que o grupo sentiria o golpe e descesse alguns degraus na tabela, doce engano. Posteriormente venceu o então líder Flamengo no Maracanã e em seguida o Náutico no Barradão e afastou os maus olhados.
Este resgate do futebol do Nordeste, especialmente baiano, acrescenta mais alegria e tradição à competição. Sem contar que, a presença dos nordestinos, aumenta consideravelmente a média de público. Na edição passada do campeonato, os conterrâneos do Vitória, somaram uma média acima de muita gente grande. O Náutico obteve uma média acima de 12 mil torcedores, enquanto o Sport, superou a marca de 24 mil espectadores. A terceira melhor média de público, somente abaixo de Flamengo e São Paulo. Este contagiante futebol apresentado até então, rendeu muitas alegrias ao seu torcedor, embora ainda reste um longo itinerário pela frente. Em tese, o rubro negro baiano não é candidato ao título, mas como ninguém ainda se pronunciou firmemente como tal, o Vitória permanece no páreo.