Quando surgiu no Santos em 2002, grande parte dos brasileiros apontaram aquele garoto endiabrado como o futuro do futebol brasileiro. Robinho pedalava, dava assistências e mesmo assim ainda marcava muitos gols com a camisa 7 do time da Vila Belmiro. Naquele ano, Robinho e companhia deram o inédito título brasileiro ao peixe. Feito que se repetiu em 2004.O garoto começou a mostrar parte de sua personalidade, quando forçou sua saída do clube que o revelou, rumo ao Real Madrid. Após tapas e beijos, o atacante seguiu seu destino para Espanha. Logo na estréia ele superou as expectativas e deixou a entender que ali era o seu lugar. Pouco tempo depois, a crítica começou a bater em sua porta após uma fase de irregularidade. Mas Robinho seguia em sua jornada de altos e baixos.
Seu futebol me enganou até a Copa do Mundo de 2006 na Alemanha, quando o jogador sucumbiu junto de toda equipe brasileira naquela medíocre campanha. Depois daquele momento, comecei a enxergar Robinho, como apenas um mero pipoqueiro que se limita a firulas. Seu futebol pouco objetivo com excesso de dribles já não encantava mais com em outrora. Então ficava óbvio porque seu desempenho era tão questionado no Real Madrid.
Na Seleção de Dunga, Robinho possui cadeira cativa, mesmo após atuações apáticas. As pedaladas tão ovacionadas já não têm o mesmo efeito. Mas seu surto total ocorreu no final do mês de julho, quando na véspera do encerramento da janela de transferências européias, o jogador cedeu uma entrevista coletiva implorando para que algum clube o tirasse da Espanha, no caso o Chelsea era seu sonho.
Fim de novela inesperado. O Manchester City recém comprado por um bilionário tailandês veio com um caminhão de dinheiro e levou o revoltado atacante para fazer parte de um elenco apenas mediano na Premier League. Algumas atuações convincentes e outras nem tanto e o jogador dá sinais de repetir a mesma saga que ele deixou em Madrid. Após assistir ao clássico entre seu time contra o Manchester United, me dei por convencido de que Robinho não passa de mais um driblador. Um novo “Denílson”.
A partida vencida pelos diabos vermelhos foi mais uma grande chance desperdiçada por Robinho de mostrar seu valor. E o atacante ainda sonha em um dia levar o prêmio de melhor jogador do mundo. Leve devaneio. Alguém que não pensa coletivamente, que não assume a responsabilidade quando precisa e que sequer decide na hora H, como pode hesitar com tal premiação. Um peixe fora d’água, que está tão perdido na Inglaterra quanto esteve na Espanha.











Mais um jovem brasileiro renomado na Europa chega ao Real Madrid sem sequer ser conhecido em sua terra natal. O garoto Alípio Duarte Brandão de apenas 16 anos, natural de Brasília, atuava pelo Rio Ave de Portugal e chamava a atenção dos grande clubes da Europa. Mas os merengues se anteciparam nesta disputa e fecharam contrato com Alípio, que em Portugal é considerado como o novo Cristiano Ronaldo. Inclusive o empresário Jorge Mendes é o empresário do ídolo do Manchester e também do garoto aspirante a craque.
O que este campeonato tem de melhor então??? Em minha modéstia opinião, nada!!! As equipes ainda não aprenderam a se planejar e preparar de uma maneira adequada para uma competição de pontos corridos. A maldita janela de transferências também contribuí para o baixo rendimento dos clubes. O futebol que é tão apreciado pelo povo brasileiro, sob o domínio de mãos erradas, como a destas federações, dirigentes e STJD da vida, está perdendo seu encanto. Infelizmente, o futebol não é mais o mesmo.




