quinta-feira, 30 de julho de 2009

TIME DE PRIMEIRA, GRAMADO DE QUINTA


Todo mundo quer estar na elite do futebol brasileiro, mas nem todos que chegam lá oferecem condições mínimas para a prática do futebol. Ter um campo decente deveria ser pré-requisito para qualquer time estar apto a disputar a primeira divisão. É inadmissível que os vinte melhores clubes do país se submetam a jogar em gramados esburacados e irregulares. Pior do que isso, é que ninguém toma alguma providencia. A CBF está mais preocupada com a realização da Copa de 2014 e está dando de ombros para todo o resto.

Gramados como do Estádio dos Aflitos e da Ilha do Retiro são vergonhosos para os padrões de uma Série A. Os campos do Santo André, do Avaí e até o do Vitória também deixam a desejar. Ainda há outros palcos que em dia de chuva também não proporcionam boas condições para jogo, devido ao mau serviço de drenagem. Na verdade, poucas são as equipes que dispõem de um campo em bom estado, aquele admirável tapete, tradicional nos campeonatos europeus. Infelizmente a nossa realidade está muito aquém do que deveria.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O CANHÃO DO BRASILEIRÃO

Mesmo sem ser um primor defensivamente, ninguém pode hoje contestar a titularidade de Juninho no Botafogo. Peça fundamental nas bolas paradas e tiros de longa e média distância, o capitão alvinegro peca por sua lentidão, o que obriga o treinador a escalar um time com três zagueiros, deixando ele como líbero, para não comprometer o sistema de marcação. Autor de 4 gols neste brasileirão, o camisa 3 do glorioso é a principal arma ofensiva da equipe.

Naquele bom time de 2007, Juninho marcou 10 gols com a camisa do Botafogo. Mas a grande diferença daquela equipe em relação a atual, era que aquela não dependia apenas dos petardos do zagueiro para superar o goleiro adversário. Hoje o alvinegro é o time da bola parada. Não é correto o grupo ser tão dependente de uma só jogada. O ataque e o meio precisam criar e buscar alguma maneira de oferecer perigo ao rival. Ninguém pode treinar tanto para na hora do jogo ficar refém de uma única estratégia.

Não há nenhum cobrador de faltas no Brasil tão preciso quanto Juninho. Certa vez, o zagueiro Célio Silva foi chamado de canhão do brasileirão por ter um alto aproveitamento nas cobranças de falta. Hoje este trono pertence ao zagueiro alvinegro, que tem participação em quase metade dos gols marcados pelo Botafogo na competição. A torcida tem de torcer para que o capitão do time não embarque rumo ao exterior nesta janela de transferências, pois seria outra perda irreparável, tanto quanto foi a de Maicosuel.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

DIREITO DE RESPOSTA

Desde que se encerrou a última temporada, o Barcelona passou seu período de férias quieto, enquanto seu rival gastava uma fortuna para montar uma nova versão do time galáctico. Kaká, Cristiano Ronaldo e Benzemá foram alguns dos nomes trazidos pelo Real Madrid, para deixar a equipe em condições de fazer frente ao time da Catalunha, que venceu tudo o que disputou no último ano.

Para melhorar o ataque que já era ótimo, o Barça trouxe um dos melhores finalizadores da atualidade para jogar ao lado de Messi e Henry. Astro na Inter, Ibrahimovic não terá dificuldades para se encaixar nesse poderoso trio ofensivo. Um jogador refinado, de extrema categoria, que tem um poder de decisão muito acima da média. A mudança de ares fará bem ao sueco, que ainda persegue um título continental para ornamentar seu vasto currículo.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

CAMPANHA: NEY FRANCO PRA TREINADOR DO FLAMENGO


Ney Franco e Flamengo foram feitos um para o outro. Até título da Copa do Brasil ele faturou para o time da Gávea. Hoje em dia ainda, ele se gaba de sua passagem vitoriosa pelo time rubro-negro. Então porque intervir nesta ardente paixão! Se o primeiro casamento rendeu tantos bons frutos, porque não pensar em uma reconciliação! Seu amor é tamanho, que ele está tratando de destruir seu rival. Deu um jeitinho de perder o Estadual e de encaminhar o rebaixamento do Botafogo. Quer prova de amor maior do que esta! Ney Franco está de braços abertos esperando um convite para voltar.

A QUARTA FORÇA

A década de 90 registrou os últimos momentos de glória do futebol carioca no cenário nacional. O Estado que já foi considerado a capital do futebol brasileiro, hoje sucumbi diante da própria desorganização. Gaúchos e mineiros galgando em ritmo crescente enxergam os clubes do Rio de Janeiro pelo retrovisor. Estão bem próximos de alcançar os clubes paulistas.

A triste realidade de Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense envolve desde salários atrasados a dívidas trabalhistas, sem mencionar os problemas primários de estrutura. Enquanto os clubes continuarem a gastar mais do que arrecadam, não haverá perspectivas de melhoras. As equipes do Rio de Janeiro ano após ano perdem seu espaço e seu valor dentro do futebol brasileiro.

O Vasco que foi último time do Estado a vencer o Brasileirão e a Libertadores, hoje amarga à segunda divisão. Se dentro do estado ninguém supera o Flamengo, fora dele o rubro negro não passa de um coadjuvante. O Botafogo que chegou a ensaiar uma reação em outrora, voltou à estaca zero. E o Fluminense que é quem mais investe, vive em atrito com a patrocinadora que se acha dona do clube.

Não há o que comemorar, muito menos do que se orgulhar. Financeiramente falando, o futebol carioca está em um caminho sem volta. América e Bangu também foram grandes um dia e hoje estão no fundo do poço. Prova viva de que somente de torcida ninguém sobrevive. O futebol não pode continuar nas mãos de pessoas erradas. O torcedor merece respeito e o mínimo de satisfação.

terça-feira, 21 de julho de 2009

AZARÃO OU SURPRESA

Barueri em quinto lugar no brasileirão, com o melhor ataque da competição e de quebra possui o artilheiro. Não é piada. Trata-se do mais novo emergente do futebol paulista (espécie São Caetano). Bancado pela prefeitura e por empresários, o caçula deste campeonato consegue se mostrar mais organizado do que muitos clubes de tradição. Sim, me refiro especialmente aos clubes do Rio de Janeiro.

Para se ter uma idéia, o Barueri largou bem na competição embalado pelo artilheiro Pedrão, que logo após algumas rodadas se transferiu para o exterior. Quando muitos pensaram que era o fim do time paulista, eis que surgiu o desconhecido Val Baiano para dar conta do recado. Outro grande destaque da equipe é o meia Fernandinho. Um canhoto habilidoso que já fez horrores nas defesas adversárias. Dizem que também está com os dias contados.

O óbvio seria daqui algumas rodadas o Barueri voltar para a realidade e despencar na classificação. Embora a bagunça de alguns clubes permita que surpresas aconteçam. Geralmente quando times menores encaram uma primeira divisão, estes se escoram na força de sua torcida (casos de Paysandu ou Fortaleza) para somar alguns pontos como mandantes. Caso que não é o do Barueri, que sequer possui uma torcida significativa.

Se antes de começar a competição o Barueri era um indiscutível candidato ao rebaixamento, há quem pense diferente agora. O fato de ser um franco de atirador e de não sofrer com pressão de torcida, contribuem para que o clube siga os passos do São Caetano, que durante anos figurou a parte de cima da tabela, mas que hoje luta contra o rebaixamento na Série B. Qualquer coisa é possível se tratando de futebol.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

UM VOTO DE CONFIANÇA



Acho que todo botafoguense por natureza é um torcedor pessimista, mas pela primeira vez nos últimos meses, posso afirmar que estou com um bom pressentimento para o clássico de domingo. Independente da escalação que vá iniciar a partida, estamos melhores servidos, principalmente no ataque. Até no banco de reservas ganhamos melhores opções, com Michel, Renato, Reinaldo e Jônatas entre os suplentes, temos maiores alternativas.


Desde a semifinal da Taça Rio do ano passado, que o Botafogo não vence seu maior rival. Está mais do que na hora de quebrar este tabu, que incomoda e muito a toda nação alvinegra. Mas estou dando meu voto de confiança à equipe. Passei muito tempo criticando e acusando os erros, mas não posso dar as costas ao glorioso. Mesmo não aturando esta comissão técnica e os cartolas, vou torcer para que estes incompetentes façam o seu melhor.


O clássico contra o Flamengo é a oportunidade de ouro para engrenar uma reação. Somando três pontos, provavelmente deixaremos à zona do rebaixamento e ainda estaremos com uma partida a menos. O clima de revanche tem que tomar conta de todo grupo. Todos precisam consentir o quanto eles tem nos causado sofrimento. Se houver empenho e um mínimo de competência na hora das finalizações, venceremos o jogo e a crise.

terça-feira, 14 de julho de 2009

OFERTA DE TREINADORES



Com tantas opções de treinadores no mercado, nenhum técnico do futebol brasileiro pode se sentir 100% seguro em seu cargo. Talvez Mano Menezes no Corinthians e Adilson Batista no Cruzeiro sejam as raras exceções, mas os demais casos, terão de conviver com fantasmas após cada resultado negativo. O cardápio de opções oferece uma variedade para todos os gostos. Desde nomes renomados a simples motivadores, badalados a trabalhadores, caros ou baratos. O leque de alternativas nunca esteve tão recheado como se encontra atualmente.


A começar pelo alto escalão da lista de disponíveis, está Muricy Ramalho. Atual tricampeão pelo São Paulo, Muricy é hoje o nome mais cobiçado no Brasil. Competente e dedicado, este é o técnico ideal para quem pensa grande e quer ganhar títulos. O problema é, quem poderá bancar seu alto salário? – Falando em técnico caro, Vanderley Luxemburgo é o comandante que mais venceu campeonatos brasileiros. Demitido do Palmeiras por trazer pouco retorno, o treinador já não está no auge de sua carreira, mas seu vasto currículo o encarece demais para a maioria dos orçamentos brasileiros.


Ainda na lista top de treinadores, está alguém de currículo invejável, porém de presente decadente, Carlos Alerto Parreira a frente do Fluminense retomou sua carreira sem obter sucesso. Desmotivado, tudo indica que Parreira tire férias definitivas, a menos que alguém o seduza com alguma proposta tentadora. Bem mais em conta, algumas outras alternativas também podem movimentar este mercado rotativo. Vagner Mancini, Nelsinho Baptista e o esquecido Renato Gaúcho, aparecem como opções mais acessíveis. Com tanta gente disponível, só fica a dúvida sobre quem será o próximo a rodar na dança das cadeiras.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

VICE DE NOVO!

Vice de novo!!! Depois insistem que o time mais chegado ao segundo lugar é o meu Botafogo!!! Nem o glorioso clube da estrela solitária conseguiu a proeza de perder duas decisões em apenas 8 dias!!! Vai ser pé frio assim lá no Equador!!! Cadê o futebol do Taison e do D’Alessandro??? E o Nilmar já voltou da seleção??? Daí não há DVD no mundo pra justificar tamanha incompetência!!! Até admiro o futebol apresentado pelo colorado, porém o mesmo já provou não ser eficiente!!! As coisas só não estão piores para o lado dos gaúchos, porque a equipe mantém a liderança no Brasileirão!!! Mas se este título não vier amigos...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

UM PEDIDO APENAS

No dia em que completo 25 anos de idade, gostaria de aproveitar a ocasião para agradecer a minha maravilhosa família, aos meus caros amigos e aos estimados blogueiros de plantão, por todo apoio e compreensão. Graças a minha esposa, que é uma formidável companheira, tenho forças para superar momentos difíceis e seguir lutando em busca do ideal.

E se pudesse fazer um pedido, pediria mais respeito e consideração por parte dos dirigentes que comandam o meu precioso Botafogo. O glorioso clube da Estrela Solitária é muito especial para ser tratado como uma equipe qualquer. Não é por acaso que somos o time que mais contribuiu com os cinco títulos mundiais do Brasil. Só peço o meu Botafogo de volta!

terça-feira, 7 de julho de 2009

QUEM PODE QUEBRAR O JEJUM


Os dois primeiros colocados na tabela de classificação do Brasileirão deste ano, são justamente as equipes que amargam o maior tempo na fila sem vencer a competição. Atlético MG e Internacional, venceram as primeiras edições do torneio na década de 70 e desde então colecionam seguidos fracassos no campeonato mais importante do país. Mas a fila não é privilégio somente destas duas equipes.


Os clubes cariocas perderam seu prestígio e há muito tempo não fazem por merecer o respeito dos adversários. Normalmente não passam do meio da tabela, quando não lutam contra o rebaixamento. Apesar do longo período de fila, os gaúchos costumam fazer boas campanhas e neste não deve ser diferente. Em Minas Gerais, enquanto o Atlético MG se esforça para se manter a frente, o Cruzeiro só pensa na final da Libertadores.


Em um patamar abaixo, paranaenses e pernambucanos duelam para não serem rebaixados, enquanto Goiás e Vitória devem como de costume rodear a zona intermediária da tabela. A hegemonia paulista que predomina desde 2004 é reflexo da organização dos clubes, pois enquanto os demais estados não cumprirem com um planejamento adequado, vão todos continuar como meros coadjuvantes no cenário nacional.