segunda-feira, 9 de novembro de 2009

FINALMENTE, A ENTREVISTA COM TÚLIO MARAVILHA

Primeiramente eu gostaria de agradecer ao apoio dos amigos blogueiros e pedir desculpas pela demora em postar esta tão esperada entrevista com o Túlio Maravilha. Gostaria de revelar para quem não sabe, que ele é realmente aquela figura carismática que aparenta ser. Um cara divertido, determinado, que atende a todo mundo sem arrogância e com muita humildade. Estou feliz por ter realizado meu sonho e aqui abaixo redige os melhores momentos desta conversa proveitosa que tive com ele, meu ídolo de infância.

Início no Goiás e contribuição do Felipão em sua carreira?
Túlio: Sou eternamente grato ao Goiás, clube que me deu a base, que me formou e projetou para o futebol brasileiro. O Felipão foi àquele cara que me buscou nas categorias de base do clube e me deu todo apoio necessário para entrar no time profissional sem pressão. Ele disse com seu jeitão gaúcho de ser “Vai lá guri e faz o teu futebol, não se preocupe com nada que a responsabilidade é minha”, e nestas palavras eu tive todo o respaldo para entrar e dar o meu melhor.

Passagem relâmpago pela Europa e se ficou ressentimentos por não ter permanecido lá?
Túlio: A minha ida para o futebol suíço me deu muita maturidade e só. Até hoje em dia o futebol suíço representa pouco a nível mundial. Tudo isso foi me desmotivando. A falta de calor humano, de uma torcida acolhedora, me fez decidir voltar para o Brasil. Não tenho ressentimentos não, na verdade faltou oportunidade mesmo. Quando estava no auge em 1995, havia muito interesse do futebol japonês, mas da Europa nunca chegou nada de concreto.

Chegada ao Botafogo e início da era Túlio Maravilha?
Túlio: Eu cheguei ao Botafogo em um momento em que um clube estava passando por uma reformulação estrutural. O time estava sem títulos, carente de ídolos e necessitando ressurgir no cenário nacional. Tive a felicidade de marcar três gols na estréia diante do América e daí em diante caí nas graças da arquibancada, que soltou o coro “Túlio Maravilha nós gostamos de você, Túlio Maravilha faz mais um pra gente ver”. O Botafogo caiu como uma luva pra mim e vice versa.

Campanha do título em 95 e pressão?
Túlio: Apesar das boas campanhas em 94 e no carioca de 95, eu ainda não tinha sido campeão com o time, fato que começou a gerar críticas a meu respeito. Mas graças a Deus o Botafogo formou um excelente time, com grandes peças, um grande treinador, capaz de quebrar aquele jejum de títulos. A grande arrancada daquela campanha foi na vitória diante do Flamengo por 3 a 1, com um gol meu, que embalou a equipe de vez rumo as finais. Contra o Santos, havia uma grande pressão, eles saíram do Maracanã cantando vitória e no Pacaembu sentiram a força do Botafogo.

Protagonista do título e artilharia?
Túlio: Esta história de protagonista é porque o homem gol é o cara sempre mais visado. Apesar dos meus 23 gols naquela campanha, sempre alerto que, se não fossem as defesas do Wágner, a defesa sólida, os laterais apoiando, o Sérgio Manoel e o Donizete colocando as bolas pra mim, nada teria adiantado. O grupo só foi campeão porque todo o grupo estava concentrado, desde o roupeiro ao presidente, os méritos são de todos.

Ambiente no grupo e desavenças com o Gottardo?
Túlio: O grupo era heterogêneo, cheio de vaidades, com muitas cabeças diferentes, que nem sempre pensavam da mesma forma. Só que dentro de campo todo mundo deixava as diferenças de lado e honrava a camisa. O Gottardo por ser o capitão e um dos jogadores mais experientes do grupo, não aprovava o fato de eu ser mais extrovertido, de brincar com os adversários, ele julgava que eu estava dando armas ao inimigo. Só que sempre fiz isso, confiando em Deus, no meu potencial e na qualidade do time. Anos depois nos encontramos em um Botafogo e Cruzeiro, e fizemos as pazes deixando as mágoas de lado.

Maior arrependimento?
Túlio: Com certeza foi ter deixado o Botafogo em 1997. Se pudesse voltar no tempo, eu teria abdicado de tudo para seguir no glorioso e me tornar um ícone no clube, assim como Rogério Ceni e Marcos são para seus clubes. Mas aquele negócio de um novo desafio na carreira mexeu comigo e eu acabei fazendo a escolha errada. Senão estaria até hoje lá, já teria quebrado os recordes e teria feito o milésimo gol.

Romário é um inimigo ou rival?
Túlio: Não tenho inimigo, não guarda mágoas nem rancor de ninguém. O Romário sempre foi um grande rival. Uma rivalidade sadia entre dois grandes artilheiros do futebol mundial.

Que lição tirou da fase decadente de sua carreira?
Túlio: Passei por clubes de todas as divisões e de todo tipo. Joguei em campo esburacado, viagem de ônibus, vestiários lastimáveis, hotel de 5ª categoria, mas por amor a profissão nunca desisti. Sempre encarei aquilo como uma nova prova em minha vida, que precisava ser superada e assim dei a volta por cima.

Injustiçado no Vila Nova?
Túlio: Uma coisa inexplicável. Fui artilheiro do Campeonato Goiano em 2007 e 2008, ajudei o Vila Nova a subir da Série C para a Série B, fui artilheiro da segundona e ficamos por um triz de chegar a primeira divisão. Mas houve quem me culpou, devido a um pênalti que eu desperdicei em uma partida. A vaidade de alguns dirigentes acabou falando mais alto e julgaram que seria melhor a minha saída.

Por que entrar na política?
Túlio: Entrei porque gostaria de contribuir com o povo de Goiânia. Fui eleito o terceiro vereador mais votado, graças a minha enorme popularidade aqui. Sou o vereador que mais apresenta projeto de lei na Câmara e cobro total transparência da prefeitura. Tenho pretensões de permanecer na política e conseguir implantar o Instituto Túlio Maravilha.

O que é o Instituto Túlio Maravilha?
Túlio: O Instituto é uma espécie de Vila Olímpica que vai abrigar a todas as modalidades olímpicas e vai ficar a disposição das crianças e adolescentes, para que possam crescer tendo a oportunidade de praticar esportes, longe da marginalidade e das drogas.

Como encarar os críticos de plantão que ficam desmerecendo os gols e a sua carreira?
Túlio: Trato isto com naturalidade. É muito fácil vender jornal falando de coisas ruins do que boas. Por isso as críticas não me atrapalham e só me servem de incentivo para prosseguir em minha carreira de jogador e na política. Sempre fui um profissional honesto, trabalhador que sempre alcancei os meus objetivos graças ao meu suor.

Milésimo gol?
Túlio: Este objetivo está traçado e vai acontecer mais cedo ou mais tarde. Já está tudo encaminhado com o Botafogo para ser lá no Estádio Engenhão. Por enquanto vou fazendo meus gols aqui na filial do Botafogo de Brasília até chegar o grande momento.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

ATÉ O FINAL DE SEMANA!

Olá meus amigos blogueiors, como já infomei neste portal, quarta-feira bem cedo estarei embarcando rumo a Goiânia por motivos profissionais. Lá terei o privilégio de realizar meu sonho de infância, que é o de conhecer meu ídolo Túlio Maravilha. Fiquem na torcida por mim e aguardem a estrevista, que farei questão de publicar aqui.


Final de semana eu volto e se Deus quiser com o Botafogo classificado para as semifinais da Copa Sul-Americana.
Valeu galera, não chorem por minha ausência!

domingo, 1 de novembro de 2009

UMA SEMANA QUE PODE MUDAR O ANO

Depois de conseguir uma heróica vitória diante do Internacional no Estádio do Beira Rio, o Botafogo começa sua semana em ótimas condições de garantir uma vaga nas semifinais da Copa Sul-Americana e de quebra se livrar do fantasma rebaixamento de uma vez por todas. Após longos meses de angústia, o clube tem a chance de ouro de dar um chega pra lá na má fase e terminar o ano de uma forma mais digna. Para isto, basta o alvinegro fazer o seu dever de casa e vencer as partidas no Engenhão contra o Cerro Porteño na quarta e o Coritiba no domingo.

Diante do Inter, o sol escaldante das 16 horas da tarde (15 horas na verdade) castigou os 22 jogadores em campo. Melhor para o alvinegro, que abriu o marcador logo aos 2 minutos e obrigou o adversário a correr atrás do prejuízo. Em mais um dia inspirado de Jéferson, o Botafogo suportou a intensa pressão dos anfitriões. Até os amarelões Juninho e Lúcio Flávio resolveram responder a tal faixa dentro de campo. Léo Silva tão criticado aqui e em outros blogues foi craque por um dia. Marcou, desarmou e apoiou como nunca fez desde que pisou em General Severiano.

O ano de 2009 ainda tem salvação amigos botafoguenses. A permanência na elite do futebol brasileiro depende exclusivamente dele próprio e o título da Copa Sul-Americana parece possível de se alcançar se analisarmos a tabela. Se o time mantiver esta seriedade e dedicação demonstrada nas duas últimas partidas, a torcida pode sim sonhar com uma conquista para encerrar o ano. Por muitos momentos cheguei a perder as esperanças neste time, mas a essência do Botafogo é exatamente esta. Vencer quando ninguém mais acredita e contra quem menos se espera.